Manchester City afastado das provas europeias por duas épocas

Em causa está a violação da regra do fair-play financeiro por parte do campeão inglês, depois das revelações feitas no âmbito do Football Leaks.

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Reuters/PHIL NOBLE

Foi pesada a mão da UEFA na avaliação do caso que envolve o Manchester City. O organismo que rege o futebol europeu decidiu afastar o campeão inglês das duas próximas campanhas europeias (2020-21 e 2021-22), por violação da regra do fair-play financeiro. Para além deste castigo, os “citizens” ficam ainda obrigados a pagar uma multa de 30 milhões de euros.

O castigo não se irá aplicar à actual temporada, em que o Manchester City é um dos clubes presentes nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, adversário do Real Madrid, com quem jogará na quarta-feira, dia 26 de Fevereiro. Os “citizens” têm ainda a possibilidade de recorrer desta punição para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), algo que já anunciaram que farão.

As suspeitas em torno do Manchester City, onde jogam os internacionais portugueses Bernardo Silva e João Cancelo, não são de agora. A UEFA investigava o clube cuja propriedade é do xeque Mansour bin Zayed Al-Nahyan, dos Emirados Árabes Unidos, bem como o PSG há alguns anos. Ambos os emblemas foram alvos de revelações feitas pelo site Football Leaks, uma plataforma que abalou o mundo do futebol ao revelar diversas irregularidades.

Em 2014, a UEFA limitou-se apenas a aplicar multas ao clube inglês e francês, mas depois das revelações feitas no Outono do ano passado no âmbito do Football Leaks e tornadas públicas pela revista alemã Der Spiegel, - segundo as quais a UEFA tinha desvalorizado as suspeitas e aligeirado as sanções - o organismo que gere o futebol europeu reabriu as investigações.

Segundo a publicação germânica, os 20 milhões de euros de multa com que os “citizens” foram punidos em 2014, resultaram de um acordo entre as partes, na sequência de várias reuniões secretas entre elementos do Manchester City e a própria UEFA, que terá fechado ainda aos olhos ao facto de o clube inglês ter violado as limitações impostas pelo fair-play financeiro em 2700 milhões de euros.

City reage e promete recorrer

O Manchester City já reagiu ao castigo. Num comunicado publicado no seu site oficial o clube indica que vai contestar a decisão: “O Manchester City está desiludido, embora não surpreendido com o anúncio tornado nesta sexta-feira público pelo Câmara Adjudicatória do Comité de Controlo Financeiro de Clubes da UEFA. Trata-se de um caso iniciado pela UEFA, investigado pela UEFA e decidido pela UEFA. Agora que se concluiu este processo discriminatório, o clube irá à procura de um julgamento imparcial com a máxima celeridade possível e, dessa forma, iniciará as necessárias diligências junto do Tribunal Arbitral do Desporto o mais rápido possível.”