Abandono escolar precoce atinge “mínimo histórico” em Portugal

Dados do INE dão conta de que em 2019 10,6% dos jovens abandonaram a escola sem concluírem estudos. Há duas décadas este valor era de 50%.

A escolaridade obrigatória éd e 12 anos em Portugal
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A escolaridade obrigatória éd e 12 anos em Portugal Goncalo Dias

A percentagem de jovens entre os 18 e os 24 anos que abandonaram a escola sem concluírem o ensino secundário baixou em 2019 para 10,6%, o valor mais baixo registado em Portugal desde que este indicador começou a ser apurado, o que aconteceu há cerca de duas décadas, informou o Ministério da Educação com base nos dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística.

Numa nota enviada à comunicação social, o ME destaca que se alcançou assim “um mínimo histórico" com a taxa de abandono escolar precoce a descer para 10,6% e baixando no continente até 10,1%, ficando assim a rasar a meta europeia estabelecida para 2020. Ter apenas 10% de jovens que abandonem a escola sem concluírem o ensino secundário, que actualmente é o limite da escolaridade obrigatória em Portugal. Segundo os últimos dados conhecidos, que datam de 2018, Dezoito dos 27 países da União Europeia já foram além desta meta.

O ministério destaca que a situação em Portugal é ainda “mais positiva considerando que coincide com um aumento muito considerável do emprego jovem nos últimos anos”, o que poderia constituir “um estímulo para o não prosseguimento de estudos desta franja da população”.

Quando a taxa de abandono escolar precoce começou a ser avaliada segundo uma metodologia comum, o seu calor em Portugal situava-se nos 50%, o que “ultrapassava em cerca de 30% o valor da média europeia”, lembra o ME. Na sua nota o ministério refere ainda que no quadro europeu a tendência tem sido para a “estagnação” deste indicador e que, por isso, “o país poderá ter, pela primeira vez, um valor de abandono escolar precoce igual ou mais baixo do que a média europeia”.

O ME conclui a sua informação com uma saudação às “comunidades educativas por mais este sucesso do sistema de educação e formação”. 

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