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Há 400 anos, o submarino de Cornelis Drebbel navegou três horas pelo fundo do Tamisa

Cornelis Drebbel não era um homem de estudos, desprezava a academia e pouco se dedicou a anotar as suas descobertas. Permanece sobre ele uma aura de mistério, que o próprio gostava de cultivar, e talvez por esse motivo não é um nome tão comum como Da Vinci, Newton ou Copérnico. Contudo, o seu contributo para a ciência é imenso — e inclui a invenção do termostato, a construção de microscópios e o primeiro submarino navegável da história. Tudo nas primeiras décadas do século XVII.

O estranho barco desapareceu sob as águas do Tamisa, com 13 ocupantes a bordo, perante os olhos incrédulos da multidão. Entre os espectadores, estava o rei Jaime I, ansioso por descobrir se a engenhoca do seu inventor de serviço funcionava ou não — e se este regressava para contar a aventura ou acabaria sepultado no fundo do rio.