Descobrir o Centro de Interpretação do Românico pelo “olhar curioso” de (um novo) Sr. Hulot

Um Sr. Hulot de “espírito curioso” (como é habitual), que explora o Centro de Interpretação do Românico, em Lousada. Um Sr. Hulot que não é o de Jacques Tati, realizador francês que criou e deu vida à personagem, mas poderia ser: veja-se o chapéu, o sobretudo e o cachimbo. Ou a atenção aos detalhes, o mistério que o envolve, a curiosidade que o leva a entrar neste edifício que reinventa “ainda que de forma contemporânea, as sensações que temos ao entrar dentro de uma das igrejas do românico”, como explicava em Abril ao P3 Rui Dinis, um dos arquitectos do Spaceworkers, o gabinete responsável pelo projecto.

O filme, produzido pelo estúdio Building Pictures, “desenrola-se à volta do olhar curioso e meticuloso” de Sr. Hulot, aqui interpretado por Francisco Relvas. Convida o espectador a entrar consigo e guia-o pelos sete blocos que constituem o edifício, que foi pensado com base nas “características do românico da região” e assenta na ideia de “unidade dentro da diversidade”.

Depois de entrar, o Sr. Hulot “dá por si dentro do corpo central, um espaço amplo e luminoso, que antecede a entrada nos diferentes volumes, de tamanhos e formas diversos”, descreve a Building Pictures, num comunicado enviado ao P3. A partir daí, vai saltando de sala em sala, “surpreendendo o espectador, que continua a descobri-las com ele”. Cada uma apela a um sentido diferente — seja uma maquete, um filme ou um painel interactivo. No final, as sombras e as luzes fazem destacar as linhas e a geometria do edifício. Inserida no cenário, a silhueta desajeitada do Sr. Hulot

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