Crítica

Para sempre Gang Starr

Um brinde à golden age do hip-hop nova-iorquino para fechar 2019.

Uma das duplas que mais contribuiu para o firmar de um som e de uma estética: a <i>golden age</i> do hip hop nova-iorquino dos anos 90
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Uma das duplas que mais contribuiu para o firmar de um som e de uma estética: a golden age do hip hop nova-iorquino dos anos 90 Martyn Goodacre

“I don’t think you gon’ see, like, rap reunions 20 years from now. I don’t think you’re gonna see a 50-year-old rapper”. São as primeiras palavras ouvidas em God Bless The Mic, última faixa do álbum (e um dos vários momentos meta-referenciais de One of the Best Yet) com que Premier “ressuscita”, contra as probabilidades da física e dessa afirmação, Keith Elam, mais conhecido como Guru, metade dos Gang Starr que, em 2010, depois de uma luta com o cancro, entrou para o panteão do hip-hop americano. Ironicamente, a voz que profere essas palavras tosse, engasga-se — e engasga-se, apetece dizer, com a verdade.