Os futuros designers de moda também são consumidores. E estão a mudar.

À excepção das botas, tudo o que Gonçalo Silva traz vestido foi comprado em lojas de segunda mão. Há um ano que deixou de comer carne, evita os plásticos. Já Maria Monteiro confessa ter armários cheios de roupa. Chegou a ter uns 15 calções praticamente todos iguais, mas de cores diferentes e parece-lhe demasiado difícil um dia renunciar por completo à fast fashion, ainda que já se tenha apercebido de que está “a alimentar uma série de comportamentos com os quais não se identifica”, como más condições de trabalho ou o desperdício de roupa.

São alunos da licenciatura de Design de Moda da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa. Estão a estudar para um dia trabalharem numa indústria que, começam agora a perceber, é uma das mais nefastas do planeta, com grandes impactos a nível ambiental e social. Ao mesmo tempo, fazem parte da geração na vanguarda da luta pelo clima, encorajada por activistas como Greta Thunberg e movimentos como o Extinction Rebellion. A “emergência climática”, eleita palavra do ano pelos dicionários Oxford, começa a alastrar-se às diferentes áreas do consumismo. Depois da guerra ao plástico e das preocupações com a alimentação, os holofotes apontam agora ao que vestimos. E no que à sustentabilidade diz respeito, a indústria da moda está longe de ser perfeita. 

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