Animais dados como mortos e outras confusões: o novo registo está com problemas

Há até situações em que um cão é classificado como de raça perigosa quando não o é. Equipa recebe uma média de mil email por dia.

Beagle
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Bruno Rôlo, do Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários, diz que problemas informáticos da plataforma de registo dos animais estará resolvido até ao fim do ano. Paulo Pimenta

O SIAC, a plataforma que juntou as bases de dados dos veterinários (SIRA) e dos municípios (SICAFE) dos registos animais, está com problemas informáticos, segundo revela esta segunda-feira o Jornal de Notícias.

As confusões nos dados são várias: há cães classificados como de raça perigosa quando não são, outros em que estão dados como mortos e até situações em que há erros nos dados do proprietário.

A equipa que gere o SIAC está a receber, devido a estes problemas, uma média de mil emails por dia.

Segundo os cálculos de Bruno Rôlo, do Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários, que é a entidade a quem foi atribuída a gestão da plataforma, os problemas estarão todos resolvidos até ao fim do ano.

O problema estará na migração da informação de dois sistemas que eram diferentes, o SIRA e o SICAFE, e que ao mesmo tempo estão a fornecer dados duplicados para a plataforma nova.

Mas as confusões não se ficam por aqui. Desde que a 28 de Outubro passou a ser obrigatório registar os cães, gatos e furões e pagar uma taxa de 2,50 euros, que as juntas de freguesia não sabem o que fazer. A lei não é clara se continua a ser obrigatório, além deste registo, pagar a habitual licença nas juntas de freguesia por cada animal de estimação.

Assim, há juntas que já não emitem licença, mas há outras que continuam a fazê-lo.

Jorge Cid, bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários disse ao jornal que não faz sentido as juntas insistirem numa taxa que, “à excepção dos cães de raça perigosa, é para acabar”.