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Indie Workers Bootcamp: um encontro (de e) para trabalhadores independentes

De 18 a 20 de Outubro, o Porto recebe o Indie Workers Bootcamp. São três dias de conferências e workshops para responder aos problemas que freelancers e solopreneurs enfrentam todos os dias.

Numa altura em que muitos optam por trabalhar por conta própria, novas competências passam a ser exigidas por um mercado cada vez mais competitivo, em que “ser-se bom no que se faz” já não é suficiente. É preciso saber gerir o tempo, administrar financeiramente o negócio, investir na autopromoção — competências que se "encontram em falta" em muitos trabalhadores independentes e que a Indie Workers, “uma plataforma de apoio regular a freelancers e a solopreneurs”, quer “colmatar”, explica ao P3 Tânia Santos, criadora do projecto e do espaço multidisciplinar CRU Cowork, no Porto.

Para isso, vai decorrer pela primeira vez o Indie Workers Bootcamp, que de 18 a 20 de Outubro toma conta do Palácio dos Correios, no Porto, coincidindo propositadamente com a Semana Europeia dos Freelancers. “Trata-se de uma oportunidade muito grande de networking”, evidencia Tânia.

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Tânia Santos é a mente por detrás do Indie Workers DR

Dedicado sobretudo a todos os que trabalham nas indústrias criativas, os três dias de bootcamp “podem ser lucrativos para qualquer solopreneur”, ou seja, para todos os empresários independentes. Duas das temáticas em destaque são a gestão de negócios e o marketing pessoal e de produto, áreas onde há mais lacunas.

A programação inclui momentos teóricos e práticos e não tem como objectivo glorificar ou difamar a profissão de freelancer. “Agora há todo um buzz à volta de ser freelancer, de que se pode trabalhar em qualquer parte do mundo e há todo um glamour construído à volta dessa actividade que é exagerado e não corresponde à realidade”, diz Tânia. Por outro lado, nem todos os trabalhadores independentes são “precários” ou “instáveis”. 

Entre as várias actividades destacam-se, na opinião da fundadora da Cru, a conferência de Michelle Chan sobre a Pro Nobis, “uma cooperativa para trabalhadores independentes que queiram estabilizar a sua situação financeira”; a palestra de Lisa Lang, que se espera “provocadora e inspiradora”, onde será abordada a passagem de freelancer a solopreneur; o workshop New Work Heroes, de Jörn Hendrik, especializado em ajudar cada profissional a conhecer-se; e a aula de branding, orientada por Joana Campos Silva, do Fashion Makers Studio.

Os bilhetes já estão à venda e a lotação é de 150 pessoas. Há três modalidades à escolha: I’m in (45 euros), que Tânia aconselha aos “curiosos” da área; I’m indie (70 euros), que já inclui entrada em três workshops; e I’m Indie worker (90 euros), ideal para “expandir a lista de contactos” e “esclarecer dúvidas" junto dos especialistas.

O projecto ficou este ano em segundo lugar na convocatória Scale Up Porto, contando, por isso, com o apoio da Câmara Municipal do Porto. Na organização está ainda a Cru Cowork, um hub criativo no Porto que combina um espaço de coworking, uma galeria de arte e uma loja de designers, e a Thinking Spoon, uma associação de empreendedorismo criativo.