Morreu Avelino Ferreira Torres, ex-autarca de Marco de Canaveses

Antigo presidente da Câmara de Marco de Canaveses tinha 74 anos e estava internado há vários dias com uma infecção pulmonar grave.

Avelino Ferreira Torres
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Nelson Garrido / ARQUIVO

Avelino Ferreira Torres, o antigo presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, morreu esta terça-feira, aos 74 anos, no Hospital Padre Américo - Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, em Penafiel. O ex-autarca estava internado naquela unidade há vários dias devido a uma infecção pulmonar grave. A informação foi confirmada ao PÚBLICO pelo presidente da distrital do Porto do CDS-PP, Fernando Barbosa. Também a autarquia confirmou a notícia através de uma nota no seu site.

Ferreira Torres liderou a autarquia de Marco de Canaveses pelos centristas entre 1983 e 2005, um longo período que, para Fernando Barbosa, é justificado com a ligação que promovia com os eleitores. “Para mim foi dos melhores presidentes de câmara que passaram pelo CDS-PP. Marco de Canaveses deve-lhe muito, fez muitas obras e estradas. Tinha uma forma especial de lidar com as pessoas, era um homem da terra, tratava todos por ‘tu’, e a cidade deve-lhe muito”, disse ao PÚBLICO, não escondendo contudo que o autarca era “uma figura controversa”.

O antigo presidente da câmara nasceu em Rebordelo, concelho de Amarante, a 26 de Novembro de 1944. Foi vereador antes de liderar a autarquia de Marco de Canaveses, entre 1979 e 1982, e depois, eleito como vereador independente, de 2009 a 2013. Chegou ainda a ser candidato à Câmara Municipal de Amarante em 2009, tendo sido derrotado nas urnas.

O percurso de Ferreira Torres, que também presidiu ao clube de futebol local, ficaria marcado por vários processos na justiça. Em 2004, foi condenado a três anos de cadeia, com pena suspensa, por crime de peculato. A qualificação do crime seria posteriormente alterada no Tribunal da Relação para crime de abuso de poder, atenuando a pena para dois anos e três meses. Em 2011, e após sucessivos recursos, o processo seria considerado prescrito pela Relação do Porto. Ferreira Torres foi ainda acusado e absolvido no âmbito do processo Apito Dourado.

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