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Quatro mulheres nadaram nove horas para chamar a atenção para a poluição no mar

Sara Ramalho, a única nadadora portuguesa no grupo de quatro, disse que o objectivo foi “inspirar o mundo a repensar o uso de plástico”.

Uma portuguesa e três espanholas nadaram neste sábado durante cerca de nove horas em mar aberto, na região de Múrcia, Espanha, numa acção solidária para chamar a atenção para o problema da poluição marítima.

Em declarações à Lusa após ter participado na iniciativa que começou às 8h (hora local, 7h em Lisboa) e durou cerca de nove horas, Sara Ramalho, nadadora de 33 anos natural de Viana do Castelo, disse estar “muito contente” e que “correu tudo bem”. 

“Gostámos muito, foi uma experiência muito bonita, tivemos alguns períodos com correntes contra, mas foi tudo favorável”, contou Sara Ramalho, natural de Monserrate, em Viana do Castelo, que vive há dez anos em Madrid. Sara Ramalho é licenciada em gestão, trabalha em “marketing” em Espanha.

“Tivemos um bocadinho de frio no princípio, embora a água estivesse a uma temperatura quente, cerca de 24 graus, mas como saímos muito cedo, custou-nos a aquecer, mas depois correu tudo bem”, disse ainda a nadadora. Sara Ramalho explicou que o objectivo da iniciativa é aumentar a consciencialização sobre a poluição marítima “e inspirar o mundo a repensar o uso de plástico”.

Além da portuguesa, integram o projecto solidário “Brazadas de Vida” as nadadoras espanholas Célia Pascual, de Huelva, Marina Martinez, de Villena (Alicante), e Nuria Consuegra, de Madrid.

Em 2017, as quatro mulheres nadaram durante seis horas entre as ilhas de Formentera e Ibiza, numa acção solidária para ajudar os refugiados que atravessam o Mediterrâneo. Na altura, pretendiam angariar 10.800 euros, equivalentes ao número de braçadas que cada uma teve de dar para percorrer os 18 quilómetros que separam as duas ilhas Baleares.

“Conseguimos juntar 9600 euros para a Proactiva Open Arms, uma organização não governamental (ONG), com sede em Barcelona, especializada em salvamento marítimo e que intervém no mar Mediterrâneo com operações de resgate de milhares de refugiados que procuram uma nova vida”, explicou Sara Ramalho.

“Brazadas de Vida” escolheu este ano como beneficiário o projecto #HeroesDelMar, promovido pela Asociación Ambiente Europeo (AAE). Trata-se de “uma organização sem fins lucrativos dedicada à proteção do meio ambiente através de projectos baseados na consciencialização social dos problemas ambientais e na capacidade dos cidadãos de contribuir para sua solução”.

“Apesar de este ano a angariação de fundos não ser o principal objectivo na nossa página “Brazadas de Vida”, há essa opção através de uma campanha de crowdfunding [financiamento colaborativo], para tentar reunir cerca de 2.500 euros”, destacou a portuguesa.