No Douro a luta é mais pela qualidade da uva do que pela sobrevivência da vinha

Na região demarcada do Douro há muito que se prepara a vinha para que a sua produção seja mais resiliente e sustentável. Num cenário de aumento de temperatura e seca, o Douro Superior terá maiores desafios a enfrentar e a verdadeira batalha será por manter a produtividade que nos dá os famosos vinhos da região.

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ADRIANO MIRANDA

A vinha parece só uma vinha igual a qualquer outra, nesta zona do Vale da Vilariça, em Torre de Moncorvo. Estamos no chamado Douro Superior e é época de vindimas, mas na Quinta do Ataíde, uma das propriedades da Symington Family Estates, não há ninguém. Não há gente a apanhar uva, nem camiões a transportar os cachos gordos, ao contrário do que acontece noutras quintas do grupo, nas proximidades. Só há silêncio e folhas verdes, a contrastar com o solo seco e poeirento. Parece uma vinha igual a todas as outras, mas não é bem assim, porque naquelas videiras está a travar-se uma batalha contra as alterações climáticas. Ou várias batalhas.

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