Eleições regionais: É importante que desenvolvimento da Madeira não retroceda, diz Miguel Albuquerque

Presidente do Governo da Madeira e líder do PSD-Madeira defende a continuidade da solução política regional depois das eleições de 22 de Setembro.

Miguel Albuquerque chefia o Governo Regional da Madeira
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Miguel Albuquerque chefia o Governo Regional da Madeira Nelson Garrido

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, defendeu este domingo que, no final do ciclo político do seu mandato, é importante que o surto de desenvolvimento que a região alcançou nas últimas quatro décadas não retroceda.

“O surto de desenvolvimento que a Madeira teve nos últimos 42 anos em benefício da nossa população não pode voltar para trás”, declarou o governante madeirense no encerramento do 35º Festival Regional de Folclore, conhecido por “24 horas a Bailar” que decorreu este fim-de-semana, na cidade de Santana, no norte da ilha.

Albuquerque salientou que os compromissos que assumiu com o povo da Madeira quando iniciou a governação “estão concretizados” e recordou a diferença e o desenvolvimento produzido pela conquista da autonomia para os madeirenses

“Temos de continuar a defender o direito o povo da Madeira a decidir o seu destino colectivo”, sublinhou, lembrando que nos anos 60 e 70, a vila de Santana não tinha “estradas, não havia médicos, nem centro saúde e 55% da população região era analfabeta”.

O chefe do executivo insular acrescentou que nessa altura a “Madeira era uma ilha adjacente, uma ilha abandonada, sujeita ao regime ditatorial, onde as pessoas não se davam umas pelas outras, porque estavam divididas por classes sociais”, existindo muita pobreza.

“A mudança aconteceu porque conquistamos a autonomia política e o direito de decidir o destino colectivo”, realçou, argumentando que “o que está em causa nas próximas eleições [regionais de 22 de Setembro] é muito importante”.

Para Miguel Albuquerque significa “continuar a lutar pela defesa da autonomia e dos princípios basilares que construíram a Madeira moderna nos últimos 42 anos ou então cometer um erro, e quem vai sofrer são as novas gerações”.

O presidente do Governo Regional deixou ainda uma palavra aos emigrantes da Venezuela, assegurando que os madeirenses “não são ingratos” e sabem “quão importante foi a comunidade emigrante e continua a ser na projecção da Madeira internacionalmente”.

“Queria dizer a todos os nossos conterrâneos que têm regressado da Venezuela em condições de grande precariedade, que o Governo da Madeira continuará a apoiá-los sempre que precisem de regressar, terão apoio sempre que necessitarem na saúde ou na educação”, assegurou.

Além da actuação dos vários grupos folclóricos, o programa incluiu o cortejo etnográfico, a 31.ª Feira Regional dos Municípios, sendo este um evento do cartaz de animação regional organizado em parceria pela Secretaria Regional da Agricultura e Pescas da Madeira, Câmara Municipal e Casa do Povo de Santana. Miguel Albuquerque também bailou num dos grupos folclóricos participantes no certame.