Tratamentos termais reabrem na segunda-feira nas Caldas da Rainha

Os tratamentos no Hospital Termal das Caldas da Rainha estavam suspensos desde 2009 devido à presença da bactéria “legionella”

Em Dezembro de 2015, o Estado cedeu o hospital, o Parque D. Carlos I e a Mata Rainha D. Leonor à autarquia
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Em Dezembro de 2015, o Estado cedeu o hospital, o Parque D. Carlos I e a Mata Rainha D. Leonor à autarquia rui Gaudencio

Os tratamentos termais no Hospital das Caldas da Rainha vão ser retomados na segunda-feira, dia 01, após um investimento de meio milhão de euros na requalificação do balneário novo, divulgou hoje a câmara.

“As inalações no balneário novo vão iniciar-se na segunda-feira, em regime experimental, para verificar se são necessários ajustes antes de serem recebidos os doentes inscritos para tratamento”, disse à agência Lusa o presidente da câmara das Caldas da Rainha, Fernando Tinta Ferreira.

Os tratamentos no Hospital Termal das Caldas da Rainha estavam suspensos desde 2009 devido à presença da bactéria “legionella”, detectada nas canalizações da unidade, cuja reabertura ficou condicionada à realização da modernização das tubagens onde circula a água termal.

A câmara, concessionária do património termal, fez um investimento de 200 mil euros na substituição das condutas e da canalização que transporta a água desde as nascentes, localizadas na Mata Rainha D. Leonor, até ao hospital.

O Ministério da Saúde autorizou em Maio a reabertura dos tratamentos no balneário novo, no qual a autarquia fez também melhoramentos “no valor de meio milhão de euros”, afirmou o autarca.

“Neste momento estão inscritas para inalações 154 pessoas que, após esta abertura experimental, vão ser consultadas para que lhes seja prescrito o tratamento”, disse Tinta Ferreira.

As consultas vão ser asseguradas por um corpo clínico de dois médicos, um dos quais Jorge Santos Silva, director clínico da unidade e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Hidrologia Médica.

De acordo com o autarca “o hospital recebeu já outras 62 inscrições para tratamentos músculo-esqueléticos”, área que, no entanto, “só irá ser disponibilizada dentro de um ano”.

Este tipo de tratamento irá ser efectuado não no balneário novo, mas na ala sul do Hospital Termal, edifício que irá ser submetido a uma intervenção orçada em mais meio milhão de euros.

“O concurso vai ser lançado em Julho e a estimativa é que a obra [que inclui uma zona de banheiras] esteja concluída no próximo Verão”.

Depois desta segunda fase, a câmara avançará para a última intervenção de recuperação do património termal com mais um investimento de 600 mil euros no rés-do-chão do balneário novo, onde será construída uma área para tratamentos de duches e banheiras e uma piscina termal.

O balneário faz parte do Hospital Termal fundado em 1484 por ordem da Rainha D. Leonor e que é considerado o mais antigo do mundo.

Em Dezembro de 2015, o Estado cedeu o hospital, o Parque D. Carlos I e a Mata Rainha D. Leonor à autarquia.