Saúde, mobilidade e educação: os temas que vão fazer a campanha

Educação, depois. A campanha para as eleições legislativas regionais da Madeira não vai fugir muito destes temas.

Miguel Albuquerque lidera o PSD-Madeira
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Miguel Albuquerque lidera o PSD-Madeira Nelson Garrido

Com a saúde a ser o principal foco de contestação ao governo de Miguel Albuquerque, seja pelo novo hospital central – um compromisso eleitoral de 2015 – ainda não ter arrancado, seja peles crescentes listas de espera para cirurgias e consultas, esta será a área que a oposição irá incidir mais o discurso.

O PS foi mesmo buscar o antigo presidente do conselho regional da Ordem dos Médicos, António Pedro Freitas, para elaborar o programa para a saúde. Freitas deixou o cargo no final de Maio, para dedicar-se em exclusivo à campanha. Cafôfo, nas várias intervenções que tem feito sobre a matéria prometeu 75 milhões para acabar com as listas de espera, dizendo que se for necessário compra mesmo um hospital para ajudar a resolver o problema. Não explicou como, nem qual.

Já o PSD acena com o investimento que tem feito na saúde (contratação de enfermeiros e médicos), e insiste que a solução passa pela construção do novo hospital, responsabilizando o governo de António Costa pela obra, que será comparticipada a 50% pelo Orçamento de Estado, ainda não ter arrancado. Esta questão tem sido campo de batalha político, com o PSD-Madeira a acusar Lisboa de estar a condicionar o investimento ao calendário eleitoral.

Da saúde para a mobilidade. A necessidade de existir uma ligação regular marítima para mercadorias e passageiros, através de uma linha ferry, é consensual. A forma como ela deve ser suportada, é que não. Os social-democratas exigem, mais uma vez, que seja o Estado, no cumprimento do preceito constitucional da continuidade territorial, a assegurar a linha. Perante a recusa de Lisboa, o Funchal avançou sozinho com um concurso de três milhões e euros para três meses. O PS, quer mais, e promete disponibilizar 12 milhões para um ano inteiro de viagens semanais. Feitas as contas, é o mesmo milhão de euros/mês actual, só que multiplicado por 12.

Por ar, as críticas aos preços praticados pela TAP para a Madeira e a (in)sensibilidade do governo da República para esta questão dividem os campos políticos. O PS recua até Passos Coelho para lembrar a forma como o espaço aéreo foi liberalizado. O PSD argumenta com a reversão da privatização da companhia, para pedir uma intervenção do Estado. Em debate estará também a revisão do subsídio de mobilidade que permite aos residentes no arquipélago viagens aéreas a preços, em teoria, mais acessíveis.

Noutro campo, na Educação, Cafôfo como antigo professor, foi vice-presidente do sindicato afecto à Fenprof, vai procurar capitalizar esse currículo. Para já, anunciou o ensino completamente gratuito até ao 12.º ano: manuais escolares, transporte e alimentação. Uma ideia que começou, em menor escala, a implementar no concelho do Funchal. Antes, Albuquerque já tinha caído nas boas graças dos professores ao acertar, primeiro que as restantes zonas do país, ao repor a contagem integral do tempo de serviço que esteve congelado.