Portugal já prepara embate com a Holanda, sem Pepe mas com Danilo

Rúben Dias não vislumbra favoritos numa final que obrigará Portugal a evitar a sina de 2004 e a provar porque é campeão da Europa.

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Fernando Santos LUSA/JOSE COELHO

Reduzido a 22 jogadores, na sequência da dispensa do central Pepe – lesionado frente à Suíça -, Portugal prosseguiu esta sexta-feira a preparação da final da primeira edição da Liga das Nações, agendada para o Estádio do Dragão, este domingo (19h45, RTP1), frente à Holanda.

Conhecido o segundo finalista, o seleccionador nacional, Fernando Santos, compilou todos os dados sobre os holandeses para orientar nova sessão de treino, no Estádio do Bessa, no Porto. E, apesar da ausência de Pepe, Fernando Santos tem agora mais um talento para compatibilizar, já que o portista Danilo Pereira passou a estar disponível após ter cumprido um jogo de suspensão.

O seleccionador nacional terá, forçosamente, que mexer no eixo da defesa, embora possa reservar outras alterações depois da exibição questionável frente à Suíça, num jogo decidido pela inspiração de Cristiano Ronaldo. Agora, frente aos holandeses – adversário que há pouco mais de um ano, na antecâmara do Rússia 2018, derrotou (3-0) Portugal – é preciso não repetir os erros do “amigável” realizado em Genebra, onde os campeões da Europa foram dominados numa primeira parte marcada pelos golos de Menphis Depay, Ryan Babel e Virgil van Dijk.

O passado não se apaga mas é preciso provar tudo a cada novo encontro, seja a vantagem lusa sobre os holandeses em grandes competições, seja o último duelo. Isso mesmo lembrou o defesa-central Rúben Dias. É que o aparente favoritismo de Portugal, fruto do menor tempo de recuperação do adversário (com menos um dia de “descanso” e mais um prolongamento nas pernas), será compensado pela capacidade de uma “equipa forte”, com “jogadores habituados” às exigências da alta competição ao longo de uma época inteira.

O Estádio do Dragão, palco do jogo inaugural do Euro 2004 e, agora, da final da Liga das Nações, recupera a campanha portuguesa no Europeu perdido para a Grécia, um facto que não interferirá na história da Liga das Nações, nas palavras do jogador português.

“Agora é tempo de novas conquistas, novos desafios. Temos a oportunidade de alcançar um novo título para o nosso país e é nisso que pensamos”, admitiu Rúben Dias, feliz por poder contar com Ronaldo.

“É o melhor jogador do mundo. Mas só juntos se conseguem os objectivos”, até porque pela frente encontrarão um dos melhores centrais da actualidade, o que Rúben Dias resume numa frase: “Quem sou eu para concordar ou discordar. É sem dúvida alguma um jogador de enorme talento… Quer ele, quer o colega do lado. De uma forma geral é uma equipa com muitos talentos.”