CDS insiste no apelo ao voto. “Por favor não fique em casa”, pede Nuno Melo

Candidato centrista, em jeito de balanço da campanha, diz que mais não podia fazer. “Saio desta campanha com a consciência totalmente tranquila”, garante.

Foto
Nuno Melo (CDS) LUSA/FERNANDO VELUDO

Nuno Melo insistiu na manhã desta sexta-feira no apelo ao voto, que já tinha sido veemente feito por Assunção Cristas na noite do dia anterior. “Quem ninguém fique em casa”, pede o candidato centrista às Europeias.

“Esta é a última oportunidade que temos de combater os extremismos. Cada pessoa que fique em casa, cada abstenção, potencia os votos dos partidos que combatem a União Europeia. Os extremismos são em regra muito mais militantes do que os simpatizantes dos partidos tolerantes. Que ninguém fique em casa. Quem se revê no CDS, nesta direita democrática, por favor não fique em casa”, pediu Melo após uma visita à empresa têxtil Sebastião Emanuel, em que quis mostrar o melhor que se faz em Portugal.

Nuno Melo comentou também a demissão de Theresa May: “Esta demissão, neste dia, ajuda a perceber tudo o que está em jogo nestas eleições europeias. O projecto europeu tem sido um facto de alargamento constante, os países que nos circundam viram sempre neste espaço comum a melhor das apostas. Pela primeira vez há um país que decide sair e nessa saída o que cria toda a confusão com um impacto muito incerto, quer para os britânicos, quer para toda a União Europeia (…). O Brexit é um sinal muito nítido de um momento preocupante no projecto europeu. E até por isso é muito importante ir votar.”

António Costa e Catarina Martins, líder do BE, foram os alvos preferidos de Nuno Melo ao longo de toda a campanha. Desafiado pelos jornalistas, o candidato centrista explicou por porquê. “O primeiro-ministro foi alvo pela circunstância do PS ter escondido o cabeça de lista que não está em campanha, não está em propostas, não está em debates”, justificou

Já o BE foi alvo dos seus ataque porque “é um sinal do perigoso radicalismo que se consegue travestir de uma coisa nova, quando se trata de velhos geneticamente do tempo do PSR e a da UDP”.

Em jeito de balanço da campanha, Nuno Melo garante que mais não podia fazer. “Começamos mais cedo que os outros, fomos a mais sítios, fizemos mais quilómetros, falámos com mais pessoas. Tivemos a coragem de dizer o que os outros não dizem porque estão preocupados só com o título do dia seguinte. Melhor não podíamos ter feito. Saio desta campanha com a consciência totalmente tranquila.”