Taiwan: resistir para “não ser uma lacuna” na ordem mundial

Novamente excluído da OMS e a perder aliados, território reivindicado pela China admite sufoco cada vez maior de Pequim. Democracia, liberdade de expressão e tolerância são as bandeiras agitadas pela ilha para manter o statu quo.

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Memorial de Chiang Kai-shek, em Taipé Reuters

Taiwan queria evitar a todo o custo um “novo normal”, mas é um “novo normal” que Genebra tem para lhe oferecer. Pelo terceiro ano consecutivo, a ilha não recebeu o convite para participar na Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), que se realiza entre 20 e 28 de Maio na cidade suíça. Uma decisão – ou falta dela – que põe a nu todas as dificuldades, contradições e desafios que rodeiam uma nação próspera, de 23 milhões de pessoas, que vive cada vez mais alarmada com a sombra projectada pela República Popular da China. E que hoje não aspira a mais do que a continuar a ser o país que não existe no papel.

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