Bancos acusam Berardo de “golpe de Estado” na fundação

Empresário fez um aumento de capital na fundação que controla a colecção de arte, à revelia dos bancos, reforçando assim as suas armas para se defender dos credores.

Joe Berardo
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LUSA/ANTÓNIO COTRIM

A CGD, o BCP e o Novo Banco, com uma exposição de quase mil milhões de euros a José Berardo, queixam-se de que o seu cliente quebrou os compromissos assumidos e movimentou-se nos bastidores para os afastar do acesso e do controlo da única garantia com valor que receberam do investidor: o acervo de arte moderna parqueado no Centro Cultural de Belém e detido pela Associação Colecção Berardo (ACB). Entre as iniciativas polémicas de Berardo está a realização, à revelia e sem conhecimento dos três bancos, de uma assembleia geral que lhes restringiu os direitos e aprovou um aumento de capital que diluiu a sua posição de credores.