Câmara de Gaia vai investir 5 milhões para retirar amianto das escolas

O plano de remoção de amianto será concretizado ao longo de três anos lectivos.

Amianto
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As placas de fibrocimento degradam-se com o tempo e podem conter amianto Enric vives-rubio (arquivo)

A Câmara de Vila Nova de Gaia vai investir 5,5 milhões de euros na remoção de amianto em 33 estabelecimentos de ensino, indicou este sábado o presidente desta autarquia, Eduardo Vítor Rodrigues.

Em declarações à agência Lusa, o autarca socialista Eduardo Vítor Rodrigues apontou que além de escolas do 1.º Ciclo, o pacote de intervenções inclui as EB 2-3 que estão a receber obras, nomeadamente a de Valadares, Costa Matos e Sophia de Mello Breyner, e descreveu que o investimento será “exclusivamente municipal”.

“Havia um compromisso, que era claro, de que no âmbito da reprogramação do quadro comunitário que foi aprovada em Dezembro de 2018, haveria verba para projectos de eficiência energética que financiariam estes trabalhos. Não é assim. Há zero para o amianto. Avançamos nós”, disse o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia.

O autarca contou à Lusa que fez “um compasso de espera” porque acreditava que conseguiria através de financiamento comunitário “alguma poupança”, contando, aliás, que “muitos municípios tinham legitimas expectativas semelhantes”.

“Não aconteceu, mas para nós as questões das escolas são prioritárias, assumimos com o nosso próprio orçamento. É para isso que serve ter as contas no verde. É um problema que tem de ser resolvido, não porque haja risco, mas porque o fibrocimento [placas passiveis de conterem amianto] também se degrada com o tempo. Temos de o fazer para evitar que isto se torne um problema”, disse Eduardo Vítor Rodrigues.

O investimento é de 5,5 milhões de euros, o concurso será lançado na próxima semana e o plano de remoção de amianto será concretizado ao longo de três anos lectivos.

Informação camarária aponta que o projecto “permitirá levar a cabo, igualmente, uma optimização destes edifícios escolares, reduzindo os custos energéticos e permitindo a melhoria substancial do conforto térmico das escolas”.

O objectivo do plano é, indica a informação da Câmara de Gaia, distrito do Porto, “garantir tranquilidade à comunidade escolar e criar melhores condições para a prática pedagógica”.

“Este novo programa de remoção de amianto integra-se no vasto plano de requalificação do parque escolar de jardins-de-infância e escolas, que permitiu já a reabilitação de mais de uma centena de estabelecimentos de ensino desde 2014”, lê-se na nota camarária.

Em causa estão escolas, as de tipologia P3, edificadas na década de 1980, com uma tipologia que acompanhava os movimentos de renovação pedagógica que emergiam na Europa, sobretudo nos países nórdicos.

São caracterizadas pelos seus espaços mais abertos, com uma área social significativa e um número variável de salas, existindo em Gaia escolas P3 com duas a 16 salas, variavelmente.