Sporting vence Benfica e chega à final da Liga Europeia

“Águias” chegaram a anular uma desvantagem de três golos, mas golo de Gonzalo Romero nos minutos finais fez a diferença. Final da Liga Europeia será disputada entre Sporting e FC Porto, neste domingo, às 18h.

Rolo em linha de hóquei
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O Sporting venceu o Benfica por 5-4, na tarde deste sábado, no Pavilhão João Rocha. Com a vitória sobre as “águias”, os “leões” juntam-se ao FC Porto na final da Liga Europeia, depois do triunfo dos “dragões” sobre o Barcelona.

O Sporting entrou manifestamente melhor na partida. Através de transições rápidas, os “leões” procuravam criar perigo junto da baliza de Pedro Henriques. Esse sinal positivo da equipa de Paulo Freitas tomou forma ao minuto oito, com Pedro Gil — depois de recuperar a bola no meio-campo — a rematar para o fundo das redes “encarnadas”.

Após o golo do Sporting, os comandados de Alejandro Domínguez procuraram esboçar uma reacção, mas sem sucesso. Das poucas vezes que o Benfica alvejava com sucesso a baliza adversária, encontrava Ângelo Girão.

A ineficácia do emblema da Luz foi aproveitada da melhor forma pelos “leões”. Aos 16’, Matias Platero respondeu da melhor maneira a um cruzamento da direita que rasgou a área benfiquista.

A euforia que se fez sentir no Pavilhão João Rocha foi rapidamente esfriada: no mesmo minuto, Diogo Rafael, com um remate colocado, fez o 2-1 e reduziu a desvantagem.

O golo do Benfica serviu para atenuar a superioridade que os “leões” vinham a recolher desde o apito inicial. Com o jogo mais equilibrado, ambas as equipas ameaçavam a baliza contrária, mas seria o Sporting a alargar novamente a vantagem.

Uma combinação entre Pedro Gil e Matias Platero deixou o argentino na cara de Pedro Henriques: de primeira — e apesar de não ter acertado bem na bola — o defesa/médio conseguiu colocar o esférico rente ao poste direito da baliza “encarnada”. Estava feito o 3-1, resultado que acompanharia a equipa para os balneários.

A segunda parte seria, de longe, mais emocionante do que a primeira. O Sporting entrou com a ideia clara de fazer uma gestão da vantagem. O Benfica, por sua vez, corria atrás do prejuízo e procurava imprimir maior velocidade na partida.

A tarefa iria tornar-se mais difícil para os “encarnados" aos 41’: Gonzalo Romero isolou Henrique Magalhães e o português, com uma finta, tirou o guarda-redes da equação e encostou para o 4-1.

Mas quem pensava que o resultado estava feito, não podia estar mais longe da realidade: Diogo Rafael, aos 41’, bisou na partida e fez o 4-2. Dois minutos depois, aos 44’, foi Nicolía a marcar, reduzindo a desvantagem para 4-3. E, depois de estar a perder por três golos, o Benfica chegou mesmo a igualar a partida, aos 47’, através de um golo de Luca Ordoñez, após passe de Nicolía.

Era a euforia na bancada “encarnada” que, a pouco mais de um minuto do fim, se transformou tristeza. Gonzalo Romero, através de um remate de meia distância, fez o 5-4, resultado com que terminaria a partida.

A final entre Sporting e FC Porto será disputada este domingo, a partir das 18h, no reduto dos “leões”.

“Sabor muito amargo na boca”

Alejandro Domínguez, na conferência de imprensa após a partida, não escondeu a tristeza por ter sido eliminado após a sua equipa ter conseguido anular uma desvantagem de três golos: “Ficamos com um sabor muito amargo na boca. Serão horas difíceis para mim e para a equipa. Porque somos uma grande equipa e tivemos oportunidade de sobra. Num momento fomos muito verticais e directos, não podíamos fazer outra coisa”. O técnico argentino garante, ainda, que a segunda derrota da época frente ao Sporting não terá qualquer impacto na partida entre as mesmas equipas para a Taça de Portugal do próximo dia 1 de Junho: “Voltaremos a jogar. Não há história. Há 50 minutos e nós procuraremos ser superiores [ao Sporting]. 

Por sua vez, Paulo Freitas, técnico dos “leões”, deixou os parabéns ao Benfica, afirmando que o controlo emocional foi a chave para a cabeça fria nos últimos minutos do encontro: “[Depois do desconto de tempo] relembrei os jogadores daquilo que tínhamos falado nas reuniões preparatórias. Controlo emocional. Depois de termos uma vantagem de três golos permitimos o empate. Não vamos comprometer as linhas defensivas, mas íamos à procura daquilo que era a justiça na partida”.

Para a final de amanhã, o técnico admite que o facto de já ter defrontado os “dragões” por várias vezes, ao contrário do Barcelona, poderá facilitar o planeamento de jogo, deixando também os parabéns ao FC Porto pela vitória na meia-final que, na opinião do técnico, deveria ter sido nos 50 minutos de tempo regulamentar.