Pedro Mexia recebe Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários da APE

Lá Fora “é um livro de crónicas de um intelectual no mundo de hoje, observando esse mesmo mundo por intermédio da arte (literatura, música, cinema) como coisa íntima e reclusa de si”, justifica o júri do prémio.

Adolfo Mesquita Nunes
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Pedro Mexia LM MIGUEL MANSO

 Pedro Mexia foi distinguido, numa escolha por unanimidade, o Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários da Associação Portuguesa de Escritores (APE) com o livro Lá Fora, anunciou esta quarta-feira o júri.

Lá Fora “é um livro de crónicas de um intelectual no mundo de hoje, observando esse mesmo mundo por intermédio da arte (literatura, música, cinema) como coisa íntima e reclusa de si”, justifica o júri do prémio.

Editado no ano passado pela Tinta-da-China, o livro reúne, em quase 200 páginas, textos que Pedro Mexia escreveu sobretudo para o semanário Expresso.

Nascido em Lisboa em 1972, Pedro Mexia tem publicado poesia, crónica e volumes diarísticos. Escreveu para teatro, organizou colectâneas literárias e tem colaborações dispersas pelos media portugueses, sendo uma das mais conhecidas o programa Governo Sombra.

Já passou pela direcção da Cinemateca Portuguesa e actualmente escreve para o Expresso, coordena a colecção de poesia da Tinta-da-China e é consultor para a Cultura da Casa Civil do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Nada de Melancolia (2008), O Mundo dos Vivos (2012) e Biblioteca (2015) são outros dos seus livros de crónicas já publicados.

Pedro Mexia receberá o prémio, no valor de 12 mil euros, no próximo dia 30 em Loulé, cuja câmara municipal é parceira do galardão literário juntamente com a APE.

O júri da edição de 2018 do galardão integrou Carina Infante do Carmo, Isabel Cristina Rodrigues e Liberto Cruz.

Antes de Pedro Mexia, o Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários distinguiu José Tolentino Mendonça, Rui Cardoso Martins e Mário Cláudio.