Rui Cardoso Martins vence prémio de Crónica da APE

Co-atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores e pela Câmara de Loulé, o prémio foi atribuído ao livro Levante-se o Réu Outra Vez, publicado em 2016 pela Tinta da China.

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Rui Cardoso Martins NFS - Nuno Ferreira Santos

Levante-se o Réu Outra Vez (Tinta da China, 2016), volume em que o romancista, jornalista e cronista Rui Cardoso Martins selecciona mais uma centena das suas crónicas de tribunal, venceu a segunda edição do Grande Prémio de Literatura Crónica e Dispersos Literários, no valor de dez mil euros, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e pela Câmara Municipal de Loulé.  

Um júri constituído por Carlos Albino Guerreiro, Isabel Cristina Mateus e Luísa Mellid-Franco decidiu, por unanimidade, destacar esta compilação de textos de uma das mais antigas colunas ainda em curso de publicação na imprensa portuguesa, a crónica Levante-se o Réu, que Rui Cardoso Martins iniciou no PÚBLICO e mantém hoje no JN.

Como jornalista, Cardoso Martins esteve na fundação do PÚBLICO, tendo coberto para o jornal acontecimentos como o cerco de Sarajevo, durante a guerra da Bósnia, ou as primeiras eleições livres na África do Sul. Em 2006 estreou-se na ficção com o romance E Se Eu Gostasse Muito de Morrer, ao qual se seguiu, em 2009, Deixem Passar o Homem Invisível, que venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores. Os seus romances mais recentes são Se Fosse Fácil Era para os Outros (2012) e O Osso da Borboleta (2014).

A primeira reunião de algumas das suas crónicas saiu ainda em 1996, numa colecção lançada pelo PÚBLICO, mas o autor tem vindo agora a publicá-las na Tinta da China, que já em 2015 editara Levante-se o Réu.

Nascido em 1967, em Portalegre, Rui Cardoso Martins é também argumentista. Fundador e sócio das Produções Fictícias, foi um dos criadores dos programas Contra-Informação e Herman Enciclopédia. Para cinema, escreveu o argumento original do filme Zona J (1998), de Leonel Vieira.