Torne-se perito

“SOS Afogamento” alerta para mortes apesar de descida no primeiro trimestre de 2019

As mortes registaram-se maioritariamente em rios (29%), seguindo-se os afogamentos em poços (24%), mar (18%), tanques (12%) e piscinas domésticas (12%).

Foto
pedro cunha

As mortes por afogamento desceram 26,1% durante o primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2018, segundo a Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (Fepons), que lançou a campanha “SOS Afogamento” para o segundo trimestre.

De acordo com um comunicado da Fepons, entre 1 de Janeiro e 31 de Março de 2019 registaram-se 17 mortes por afogamento em Portugal, em comparação com as 23 mortes ocorridas no mesmo período do ano anterior, o que corresponde a uma redução de 26,1%.

O relatório nacional do primeiro trimestre deste ano, elaborado pelo Observatório do Afogamento da Fepons, refere que morreram 11 homens (65%) e seis mulheres (35%), e que a maioria das vítimas possui idades acima dos 40 anos. Janeiro foi o mês com mais óbitos (41%).

As mortes registaram-se maioritariamente em rios (29%), seguindo-se os afogamentos em poços (24%), mar (18%), tanques (12%) e piscinas domésticas (12%).

O distrito de Faro, com 24%, liderou o número de óbitos, à frente de Lisboa, com 18%, e de Braga, com 12%.

No documento salienta-se que 16 mortes (94%) não foram presenciadas e que todas ocorreram sem tentativa de salvamento.

Na sequência do relatório nacional, a campanha de prevenção digital “SOS Afogamento” da Fepons, iniciada em 2018, lançou para o segundo trimestre deste ano “mais um conjunto de conselhos de segurança”, tendo em conta as estatísticas do Observatório do Afogamento no mesmo período dos anos anteriores.

Uma vez que em 2018 o mês de Abril registou o maior número de mortes por afogamento, os principais conselhos de segurança para o segundo trimestre “são dirigidos para quem toma banho em espaços aquáticos por lazer e para quem pratica desportos aquáticos”.

Os conselhos da campanha “SOS Afogamento” são divulgados através de folhetos, difundidos pelas redes sociais, correio electrónico e plataformas “online” de vídeo, esclareceu a Fepons.

A campanha tem o apoio da International Lifesaving Federation - Europe, a Federación Latinoamericana de Salvamento y Socorrismo, Fundação Vodafone Portugal e a VJR.

Sugerir correcção