Para que precisamos de um museu nacional para o tesouro real?

O protocolo diz “exposição permanente”, mas o que vai nascer na Ajuda, garante a ministra da Cultura, é um museu nacional. Dois historiadores de arte especialistas em ourivesaria questionam que relação terá o novo equipamento com a residência real, que é em si mesma um museu há já 50 anos.

Palácio da Ajuda
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A ala poente do Palácio Nacional da Ajuda, onde vai nascer o novo Museu Tesouro Real RG RUI GAUDENCIO
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Esta caixa de tabaco (1755-56) em ouro, prata, diamantes e esmeraldas resultou de uma enomenda de D. José I a um dos ourives do monarca francês Luís XV, o afamado Jean Ducrollay. Fez sensação na corte e era motivo de inveja na Europa Giorgio Bordino/Manuel Silveira Ramos/Direcção-Geral do Património Cultura/Arquivo de Documentação Geográfica
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Coroa Real (1817) feita no Rio de Janeiro por António Gomes da Silva. É em ouro, prata, veludo e ferro e pertencia a D. João VI Manuel Silveira Ramos/Manuel Silveira Ramos/Direcção-Geral do Património Cultura/Arquivo de Documentação Geográfica
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Terrina da célebre baixela (1756-1758) encomendada a um dos ourives do rei de França, François Thomas Germain Luísa Oliveira/Manuel Silveira Ramos/Direcção-Geral do Património Cultura/Arquivo de Documentação Geográfica

Um museu, disso não há dúvidas. E um museu nacional. O tesouro real português vai ter um museu só para ele e não uma “exposição permanente”, como estava previsto no protocolo assinado em 2016 entre a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), entidade que tutela o Palácio Nacional da Ajuda, onde será instalado, a Câmara Municipal de Lisboa, que nele vai investir verbas da taxa turística, e a Associação de Turismo de Lisboa (ATL), organização que custeará parte da obra e que ficará encarregue da sua gestão nos primeiros 20 anos (pelo menos).