Daesh reivindica atentado terrorista no Sri Lanka

Governo diz que os ataques do domingo de Páscoa foram uma resposta ao atentado contra duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia.

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Homenagem à porta de uma igreja em Peshawar, Paquistão Reuters/Fayaz Aziz
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Em Lahore, Paquistão, vários membros de uma minoria cristã paquistanesa e clérigos muçulmanos acendem velas pelas vítimas EPA/RAHAT DAR
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Em Lahore, Paquistão, vários membros de uma minoria cristã paquistanesa e clérigos muçulmanos acendem velas pelas vítimas Reuters/MOHSIN RAZA
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Em Lahore, activistas paquistaneses assinalam a morte das vítimas das explosões que ocorreram no Domingo de Páscoa EPA/RAHAT DAR
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Homenagem em Lahore. Os atentados do Sri Lanka entraram na lista de atentados mais mortíferos desde o 11 de Setembro EPA/RAHAT DAR
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Bangalore, Índia: membros de diferentes organizações não-governamentais erguem cartazes durante vigília pelas vítimas dos atentados EPA/JAGADEESH NV
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Bangalore, Índia. O governo do Sri Lanka anunciou que pelo menos cinco trabalhadores de um partido político indiano estão entre os 290 mortos dos ataques de domingo EPA/JAGADEESH NV
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Bangalore, Índia. O Governo do Sri Lanka acredita que os responsáveis pelos atentados deste domingo pertencem ao grupo islamista National Thowheed Jamath, que tem um historial de ataques à religião budista EPA/JAGADEESH NV
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Bangalore, Índia. A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) anunciou ter enviado uma equipa de resposta a incidentes para o Sri Lanka EPA/JAGADEESH NV
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Flores e velas em frente ao prédio de escritórios do grupo de vestuário Bestseller, em Aahus, Dinamarca. O proprietário Anders Holch Povelsen perdeu três dos seus quatro filhos nos ataques terroristas. EPA/Bo Amstrup
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Aahus, Dinamarca. Anders Holch Povlsen, milionário dinamarquês, é o principal acionista da marca de compras online ASOS EPA/Michael Drost-Hansen
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Bandeira dinamarquesa a meia haste, no sul de Aahus, Dinamarca EPA/Ernst van Norde
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Em Pontevedra, no noroeste de Espanha, a bandeira está a meia haste em memória dos dois espanhóis que morreram nos atentados no Sri Lanka EPA/Lavandeira jr
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Várias pessoas colocam flores à entrada da embaixada do Sri Lanka em Moscovo, na Rússia EPA/YURI KOCHETKOV
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Moscovo EPA/YURI KOCHETKOV
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Um rapaz paquistanês protesta em Carachi, no Paquistão, com cartaz escrito em língua urdu: “Condenamos fortemente as explosões no Sri Lanka” EPA/SHAHZAIB AKBER
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Carachi, Paquistão. Há 39 turistas de todo o mundo entre os mortos das explosões de Domingo de Páscoa EPA/SHAHZAIB AKBER
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Professores seguram velas enquanto rezam pelas vítimas, numa escola em Ahmedabad, Índia Reuters/AMIT DAVE

O atentado terrorista de domingo de Páscoa no Sri Lanka, em que pelo menos 321 pessoas morreram, foram uma resposta ao ataque terrorista de 15 de Março de um extremista de direita australiano contra duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, disse o Governo cingalês. O atentado foi reivindicado esta terça-feira pelos extremistas islâmicos do Daesh através da sua agência de notícias, a Amaq.

“As investigações iniciais indicam que isto foi uma retaliação pelo ataque contra as mesquitas na Nova Zelândia”, disse o ministro da Defesa do Sri Lanka, Ruwan Wijewardene, sem avançar pormenores sobre a ligação entre os dois acontecimentos.

Também esta terça-feira, a polícia cingalesa anunciou que deteve um cidadão sírio após ter detido e interrogado 40 pessoas.

Poucas horas depois dos atentados de domingo, o Governo do Sri Lanka fez saber que admitia o envolvimento de estrangeiros, numa indicação de que o planeamento pode ter sido feito pelo Daesh. Os sete bombistas suicidas eram cingaleses, e a polícia ligou-os a um grupo islamista local pouco conhecido, o National Thowheed Jamath​.

O ministro da Defesa garantiu que o primeiro-ministro e outros membros do Governo não tinham sido informados sobre a iminência de um ataque no país. No dia dos ataques foi divulgado que a polícia e outros serviços de segurança do Sri Lanka sabiam há duas semanas de uma ameaça terrorista “contra igrejas” - mas só o Presidente, responsável pela segurança interna, foi avisado, e não transmitiu a informação ao primeiro-ministro.

Segundo o Guardian, após o ataque na Nova Zelândia surgiram conteúdos de teor extremista nas redes sociais de membros do National Thowheed Jamath, um grupo de islamista de pouca expressão, até agora conhecido apenas por actos de vandalismo contra objectos de culto do budismo. Especialistas em terrorismo citados por este jornal britânico dizem que a natureza sofisticada dos ataques no Sri Lanka e o equipamento utilizado apontam para um planeamento longo.

Esta terça-feira, o Governo de Colombo avançou que os operacionais tiveram o apoio de uma “rede internacional”. O Governo declarou o estado de emergência para permitir que as investigações se façam com maior rapidez.

Na manhã de segunda-feira as autoridades encontraram 87 detonadores numa paragem de autocarro em Colombo. No mesmo dia, a polícia detonou um engenho explosivo que estava numa carrinha perto da igreja de Santo António, uma das atacadas no domingo, em Colombo.

Luto nacional

Os funerais começaram a ser realizados nesta terça-feira e foi declarado luto nacional.

Com 321 mortos e pelo menos 500 feridos, os ataques de domingo de Páscoa estão na lista dos piores desde o 11 de Setembro, quando a Al-Qaeda matou 2977 pessoas nos EUA.