O festival que tem nos Açores a "melhor banda" fecha o seu cartaz

O Tremor tem início marcado para 9 de Abril e prolonga-se até dia 13. Hailu Mergia, Yin Yin e Fumaça são três dos novos nomes agora confirmados.

A criação de momentos irrepetíveis, em relação estreita com o território, como na actuação em 2018 dos Tir na Gnod,  é uma das marcas do festival
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A criação de momentos irrepetíveis, em relação estreita com o território, como na actuação em 2018 dos Tir na Gnod, é uma das marcas do festival DR

A 6.ª edição do festival Tremor, que acontece em Abril na ilha de São Miguel, foi formalmente apresentada esta quinta-feira com 19 novas confirmações, mas a organização diz que a "melhor banda" é a própria região, os Açores.

Com lotação esgotada a cerca de um mês do certame - que acontece entre 9 e 13 de Abril -, a organização apresentou hoje, no plano dos concertos, Hailu Mergia, Yin Yin e Fumaça Preta, e confirmou ainda a presença de uma companhia polaca - Instytut B61 - para a apresentação de uma "peça-performance imersiva que ocupará um espaço mistério da ilha de São Miguel".

Luís Banrezes e António Pedro Lopes, programadores e directores do Tremor, apresentaram esta quinta-feira à imprensa e convidados a próxima edição do certame, com o primeiro a garantir que "a melhor banda é os Açores", e o segundo, no mesmo registo, a valorizar a pertença do Tremor ao arquipélago, mesmo que 40% dos bilhetes vendidos tenham sido a espectadores de fora da ilha.

O Tremor apresenta este ano uma programação que ocupa salas de espectáculo e espaços informais de Ponta Delgada e Ribeira Grande, acrescentando ainda uma dezena de residências artísticas, exposições, e actividades para crianças, o Mini-Tremor.

A directora regional da Cultura, Susana Goulart Costa, destacou o evento pelas suas mais-valias "culturais e artísticas", misturando o "amadorismo" de intervenientes locais, menos dados a apresentações públicas de obras, com o "profissionalismo" da organização e da maioria dos nomes do festival.

Já a vereadora com a pasta da Cultura na Câmara Municipal de Ponta Delgada, Maria José Duarte, demonstrou "orgulho" pelo evoluir do festival, lembrando que este, que sempre teve Ponta Delgada como "berço", é apoiado desde a primeira edição pela autarquia.

O alinhamento do Tremor inclui, entre muitos outros, Bulimundo, Colin Stetson, ZA!, Moon Duo, Jacco Gardner, Pop Dell'Arte, Grails, Lula Pena, Haley Heynderickx, Lafawndah, Cave, CZN, The Sunflowers, Trans Van Santos, além das residências artísticas e colaborações de Ondamarela + Escola de Música de Rabo de Peixe + ASISM; ZA! + Despensas de Rabo de Peixe + Rubén Monfort; Diogo Lima + LBC; dB + Balada Brassado; Pedro Lucas + WE SEA; e Cristóvão Ferreira + Tupperwear.

Porque o cartaz de um festival "não se faz sem dança e festa, as noites do evento" estarão entregues às mãos de DJ como Odete, MCZO & DUKE, La Flama Blanca feat. ZÉFYRE ou Zuga 73 + Tape + Nex.

Este ano, o Tremor pretende reforçar a aposta na "criação de momentos musicais que recontextualizem, divulguem e integrem a herança e história açoriana", havendo uma maior aposta "no trabalho de residências artísticas com a comunidade" local, diz a organização.

Na edição de 2018 do festival, houve espaço para experiências como, por exemplo, uma actuação dos brasileiros Boogarins na ilha de Santa Maria, tendo também marcado presença no evento nomes como Liima, Dead Combo, Três Tristes Tigres ou The Parkinsons.