Peugeot 508 renova título e é Carro do Ano em Portugal

A Peugeot voltou a dar cartas com o seu topo de gama, conquistando o título maior do Essilor Carro do Ano. Audi A1, DS7 Crossback, Hyundai Electric, Kia Ceed e Volkswagen Touareg brilharam nas classes.

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Peugeot 508

Não é a primeira vez que a generalista Peugeot baralha um pouco as contas ao apresentar um executivo que, claramente, chega para se digladiar com produtos de marcas premium alemães. Já no lançamento da primeira geração do 508, inicialmente apresentado em 2010, o emblema francês conquistou especialistas de todo o mundo, angariando cobiçados prémios um pouco por toda a parte, Portugal incluído (foi Carro do Ano nacional em 2012).

Sete anos depois, o modelo, cuja segunda geração voltou a cair nas boas graças dos mercados onde se faz representar, volta a amealhar distinções e acaba de conquistar o título de Carro do Ano em Portugal, um prémio que, organizado pelo Expresso e SIC/SIC Notícias, é atribuído por quase uma vintena de jornalistas do sector. Entre os sete finalistas estavam ainda Audi A1, DS7 Crossback, Hyundai Kauai Electric, Kia Ceed, Opel Grandland X e Volvo V60.

Além do galardão Volante de Cristal, o Peugeot 508 recebeu, por inerência, o título da classe a que se apresentou a concurso, a de Executivo do Ano — apesar de a votação ser distinta, o automóvel vencedor do concurso conquista automaticamente o grupo em que se insere.

O anúncio do prémio foi feito na quinta-feira à noite, durante a festa anual que reúne agentes vários da indústria automóvel, e incluiu mais vencedores. Nas restantes classes, o Audi A1 sagrou-se Citadino do Ano, o Hyundai Kauai Electric conquistou o título de Carro Ecológico, o Kia Ceed SW marcou pontos como a melhor proposta Familiar, o Volkswagen Touareg saiu com o troféu de Grande SUV e o DS7 Crossback com o prémio de SUV Compacto.

Já o Prémio Tecnologia e Inovação foi entregue à Volvo, pelo Oncoming Lane Mitigation, sistema capaz de detectar veículos em contramão, preparando todo o carro para uma colisão inevitável, protegendo de melhor forma os passageiros — mais um passo certeiro para atingir a meta traçada para 2020, ano em que a marca sueca quer reduzir para zero as vítimas mortais dentro dos seus carros que venham a estar envolvidos em acidentes de viação.

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Peugeot 508

A organização decidiu ainda premiar como personalidade do ano o vice-presidente de Marketing da Kia Motors  Europe, o português Artur Martins, pela forma como o emblema asiático tem conseguido posicionar-se no Velho Continente.

Duas gerações, dois títulos

A carreira de sucesso do Peugeot 508 começou logo quando a marca de Paris decidiu encontrar um meio-termo entre o familiar de porte grande 407 e o executivo 607, descontinuando ambos os modelos e substituindo-os por um automóvel que, inserindo-se indiscutivelmente no segmento D e dotado do que o torna apetecível ao segmento dos executivos, permanece com soluções também para as famílias.

Nesta segunda geração, a Peugeot foi, porém, mais longe, tornando o executivo um notável exercício de design que, nos últimos meses, lhe tem valido alguns prémios, como o Carro Mais Bonito, estando ainda entre os nomeados para Carro Internacional do Ano (juntamente com o Kia Ceed, vencedor da classe dos familiares, e ainda do Alpine A110, do Citroën C5 Aircross, do Ford Focus, do Jaguar I-Pace e do Mercedes-Benz classe A), cujo vencedor será conhecido nos próximos dias, à margem do Salão de Genebra.

O prémio de Carro do Ano é atribuído ao automóvel no seu conjunto, tendo em conta a totalidade da gama que inclui cinco propostas: a gasóleo, há um poupado 1.5 BlueHDi de 130cv e dois mais robustos 2.0 BlueHDi, de 160cv e de 180cv; a gasolina, o 1.6  PureTech apresenta-se com 180cv ou 225cv.

Para a classe, a Peugeot apostou na versão animada pelo 2.0 BlueHDi, de 160cv, acoplado a uma automática de oito velocidades — um motor que não espanta tanto pelos consumos (ainda que consiga cifras realmente boas tendo em conta o desempenho), mas sobretudo pela disponibilidade sempre imediata em qualquer situação.

Em termos estéticos, a berlina apresenta uma silhueta recortada ao estilo coupé, num visual reforçado pela ausência de aros nos vidros, cuja presença vive muito da assinatura de iluminação: à frente, na vertical, sobressaem as luzes diurnas em LED; atrás, chama a atenção o efeito tridimensional dos faróis full-LED. O interior pode, de certa forma, ser comparado aos recentes 3008 e 5008, ainda que os conteúdos tenham sido trabalhados no sentido de lhe dar mais requinte. Destaque para a inclusão do i-Cockpit, de um ecrã táctil de 10’’ e para uma escolha de materiais que primam pela qualidade: algo perceptível ao toque, mas que pode sobretudo ser testemunhado em termos de conforto quando se tem pela frente uma longa viagem. Quer passageiros dianteiros como traseiros (onde dois serão sempre mais bem recebidos do que três) beneficiam de bons apoios, garante de corpo descansado no fim da viagem.

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Kia Ceed

Um coreano para as famílias

Foi um do favoritos ao título maior, mas acabou por conquistar um segmento muito importante para qualquer marca: o dos familiares compactos. O que é um feito para a Kia, que tem vindo a inscrever a indústria sul-coreana nos desejos europeus — além de ter estado na lista de finalistas para Carro do Ano nacional, o Ceed está na short list do Carro do Ano Internacional.

Na classe, onde concorria com duas versões distintas — com o hatchback servido a gasolina, pelo 1.0 T-GDI de 120cv, e com a carrinha (SW) a gasóleo, com o 1.6 CRDi de 136cv —, acabou por levar a melhor com a segunda proposta, muito por causa da funcionalidade que se obtém com este tipo de carroçaria, assim como pelo avantajado porta-bagagens, com capacidade para 600 litros. Para trás, além do seu congénere de cinco portas, ficou o Citroën C4 Cactus 1.5 BlueHDI de 120cv, o Honda Civic 1.6 5p de 120cv e a Volvo V60 D4 de 190cv.

Além de somar pontos pela nova linguagem de design, que vinca o lado mais atlético do automóvel, com pronunciadas linhas angulares e uma estilizada grelha nariz de tigre, o Ceed conquista pela sensação de bem-estar a bordo, pela boa posição de condução e bons materiais, além de um equipamento de série com elementos mais comuns a nichos superiores: sistemas de alerta de condutor, de colisão frontal, de manutenção em faixa de rodagem ou para os faróis máximos automáticos, além de cruise control com limitador de velocidade.

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O Audi A1 1.0 TSFI 116cv

Dinâmica na cidade, ecologia da auto-estrada

Nem um nem outro candidato se encaixavam na perfeição na categoria de citadinos, com dimensões de utilitários, mas a luta era justa: de um lado, o Hyundai i20 1.0 GLS T-GDi com 100cv, do outro, o Audi A1 1.0 TFSI 116cv, que acabou por se inscrever também entre os finalistas. O Hyundai partia com a vantagem de se situar abaixo da linha psicológica dos 20 mil euros, mas o Audi acabou por convencer o júri que justificava os seis mil euros de diferença. A ajudar ao facto esteve, em parte, o design arrojado, mas também o divertido comportamento dinâmico, apesar dos parcos 116cv. Em termos de consumos, o pequeno bloco tricilíndrico pode ser bastante comedido se se tiver tento no pedal do acelerador.

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Hyundai Kauai Electric

Ao mesmo tempo que pela cidade dá cartas um bom rebelde, entre os ecológicos foi o novo Hyundai Kauai Electric a conquistar a simpatia dos jurados — pela grande autonomia (a anunciada é de 470km; a real andará, sem grandes concessões, entre os 400 e os 450km), o que o terá levado a vencer tanto o Mitsubishi Outlander PHEV, de sistema plug-in, como o Nissan Leaf de 40kWh.

A autonomia, fruto também de um baixo consumo energético, coloca o Kauai para lá de um dos grandes entraves que a tecnologia eléctrica tem enfrentado: a impossibilidade de percorrer grandes distâncias sem recarregamento obrigatório. Além disso, e mesmo sabendo que as proporções de SUV (sport utility vehicle) são de ordem mais estética que funcional, o Kauai presta-se a um desempenho dinâmico muito interessante, convidando o seu condutor inclusive a desbravar caminhos fora do asfalto. Por dentro, o habitáculo oferece conforto e todas as suas funcionalidades são de muito fácil utilização.

A guerra dos SUV

Tem sido um território fértil, com este tipo de carroçaria a ser cada vez mais procurada (só em Portugal, verifica-se que um em cada cinco carros vendidos é um SUV/crossover). Por isso, não é de admirar que liderem as propostas a concurso que, este ano, decidiu subdividir a categoria em duas: para automóveis de porte grande e para os compactos, sendo que a maior diferença está nas capacidades de ambos, mas sobretudo ao nível dos preços.

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Volkswagen Touareg 3.0 TDI de 231cv

Entre os maiores, a batalha entre o Hyundai Santa Fé 2.2 CRDi de 200cv e o Volkswagen Touareg 3.0 TDI de 231cv foi vencida pelo último.

O Touareg apresenta-se nesta terceira geração menos voltado para o todo-o-terreno (ainda que possa ser equipado com suspensões pneumáticas adaptativas) e mais concentrado na eficiência e tecnologia. Por fora, sobressaem as ópticas com Matrix-LED; por dentro, um enorme ecrã, de 15’’, onde se desenvolve todo o sistema de info-entretenimento, e mimos de luxo, como os bancos ventilados ou um sistema de som premium.

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00_DS7 Crossback

Já o combate entre os compactos foi mais duro, com oito candidatos ao título. Acabou por sair vencedor o DS7 Crossback, equipado com o motor a gasolina 1.6 Puretech de 225cv, que se destaca pelo requinte dos ambientes decorativos inspirados em bairros parisienses (Bastille, Rivoli, Opera, Faubourg), e pelo conforto, sobretudo quando apetrechado com suspensão activa controlada por uma câmara posicionada por trás do pára-brisas que vai analisando continuamente as imperfeições da estrada e adaptando as reacções do veículo.

Pelo caminho ficaram o Hyundai Kauai 4x2 1.6 116cv, o Hyundai Tucson 1.6 CRDi 116cv, o Mitsubishi Eclipse Cross 1.5 MIVEC 163cv, o Opel Grandland X 1.5 Turbo D 130cv, o Škoda Karoq 1.0 TSI 116cv, o Suzuki Jimny 1.5L 100cv e o Volvo XC40 FWD 1.5 156cv.