O Melhor Argumento Original é o de Green Book - Um Guia Para a Vida, o Adaptado é de BlacKkKlansman - O Infiltrado

É oficial: Spike Lee e metade dos irmãos Farrelly, os criadores de Doidos por Mary e Kingpin, têm um Óscar.

Spike Lee tem um Óscar
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Spike Lee tem um Óscar Reuters/MIKE BLAKE

Brian Currie, Nick Vallelonga e Peter Farrelly ganharam o Óscar de Melhor Argumento Original pelo trabalho em Green Book - Um Guia Para a Vida, realizado por Farrelly. Já o de Melhor Argumento Adaptado foi para Spike Lee, Kevin Willmott, Charlie Wachtel e David Rabinowitz, por BlacKkKlansman - O Infiltrado, do primeiro. É o primeiro Óscar dito "normal" para Lee, que já tinha ganho um Óscar honorário e já tinha sido nomeado em 1990 por Do The Right Thing (Não Dês Bronca) e foi este ano nomeado pela primeira vez como Melhor Realizador. É oficial: Spike Lee e metade dos Irmãos Farrelly, os criadores de Doidos por Mary, têm Óscares.

Green Book - Um Guia Para a Vida conta a história de Tony Vallelonga, ou Tony Lip, o homem que fez de Carmine Lupertazzi em Os Sopranos, a guiar Don Shirley, ou Dr. Shirley, o pianista negro cuja interpretação já valeu o Óscar de Melhor Actor Secundário a Mahershala Ali, pelo Sul dos Estados Unidos, numa história sobre o racismo longínquo do passado dos anos 1960, centrado numa personagem branca racista que ultrapassa os seus preconceitos quando confrontada com um homem negro excepcional. Já BlacKkKlansman - O Infiltrado baseia-se em Black Klansman, o livro de memórias de Ron Stallworth, um polícia negro do Colorado que, nos anos 1970, se infiltrou no Ku Klux Klan.

Os prémios foram entregues por Brie Larson e Samuel L. Jackson, que entregou a estatueta muito efusivamente a Spike Lee, seu colaborador de longa data.

No ano passado, os vencedores foram Jordan Peele, por Foge, do próprio, e James Ivory, por Chama-me pelo Teu Nome, de Luca Guadagnino.