Crónica de jogo

O apuramento do Benfica nunca esteve em dúvida

Primeiro empate e primeiro jogo sem marcar desde que a equipa é orientada por Bruno Lage confirma presença nos oitavos-de-final da Liga Europa.

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Gedson e um adversário Reuters/RAFAEL MARCHANTE
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Jogadores do Benfica no final do jogo Reuters/RAFAEL MARCHANTE
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Rafa disputa a bola com um adversário Reuters/RAFAEL MARCHANTE
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O jogo correu bem ao Benfica LUSA/MÁRIO CRUZ
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Vlachodimos cumprimenta um colega após o apito final LUSA/MÁRIO CRUZ

O desfecho anunciado confirmou-se: o Benfica avançou para os oitavos-de-final da Liga Europa, encerrando a eliminatória frente ao Galatasaray com um 0-0 em casa, após ter vencido, em Istambul, por 1-2. A equipa de Bruno Lage controlou a partida, teve as melhores oportunidades para marcar, mas, pela primeira vez desde que o técnico assumiu o cargo, não fez golos. Hoje, realiza-se o sorteio em que os “encarnados” ficarão a saber qual é o próximo adversário na prova.

O Estádio da Luz assistiu a um filme sem qualquer suspense: o Benfica, para quem até a derrota por 0-1 servia para confirmar o apuramento, voltou a mostrar-se superior ao Galatasaray. Os turcos, muito inibidos para quem precisava de marcar dois golos para continuar na Liga Europa, fizeram o primeiro remate enquadrado com a baliza de Vlachodimos apenas aos 75’. Muslera não teve muito mais trabalho, mas viu a bola rondar a sua área mais frequentemente. E, ao 12.º jogo, Bruno Lage averbou o primeiro empate (tem dez vitórias e uma derrota).

O técnico “encarnado” tinha prometido mudanças no “onze”, mas não mexeu na defesa, nem no ataque, limitando-se a mexer na linha intermédia relativamente à partida anterior, no terreno do Desp. Aves. Gedson e Florentino renderam Samaris e Gabriel, e Cervi alinhou de início no lado esquerdo do ataque, no lugar que tinha sido de Rafa. Curiosamente, eram também três caras diferentes em relação ao jogo da primeira mão, na Turquia: Corchia, Yuri Ribeiro e Salvio não repetiram a titularidade na Liga Europa.

A primeira parte teve sentido quase único, com o Benfica a dominar mesmo sem precisar de acelerar demasiado. Logo aos dois minutos João Félix chegou a introduzir a bola na baliza do Galatasaray, mas o lance foi anulado por falta de Seferovic na jogada. Os “encarnados” tornaram a ameaçar com Cervi a desviar o passe de Pizzi mas a bola a passar ao lado (7’), e depois com mais um passe de Pizzi que Seferovic deixou passar para André Almeida – estava em excelente posição mas não esperava o passe (15’).

Em ritmo bastante "tépido", o Benfica ia controlando sem que o Galatasaray desse sinal de vida. E só perto do intervalo voltou a haver um lance digno de nota, com destaque para a aceleração de João Félix pela esquerda aos 42’: com Seferovic na área, preferiu o passe atrasado para Pizzi, cujo remate obrigou Muslera a uma boa defesa.

O Benfica continuou a ser mais perigoso no segundo tempo e teve uma excelente oportunidade para inaugurar o marcador aos 62’. Na sequência de canto, Ferro desviou de cabeça e a bola sobrou para João Félix, que errou o alvo por pouco.

O despertador do Galatasaray tocaria pouco depois, à medida que o Benfica se ia remetendo à gestão do esforço. A equipa de Fatih Terim marcou aos 63’ por Belhanda, após uma bola perdida por Gedson, mas o lance foi invalidado por fora-de-jogo. O primeiro remate (num lance legal) enquadrado com a baliza “encarnada” chegaria apenas aos 75’, mas o disparo de Onyekuru saiu fraco, para as mãos de Vlachodimos – e já depois de um lance duvidoso na área turca, com Rúben Dias a ser empurrado por Feghouli.

O pano caiu após a derradeira ameaça do Galatasaray: um cabeceamento de Diagne que Vlachodimos defendeu, com Akbaba a marcar na recarga. Mas o jogo já tinha sido interrompido por fora-de-jogo de Diagne, embora fiquem dúvidas sobre a posição do senegalês.