Fantasporto exibe Easy Rider no arranque da 39.ª edição do festival

Tendo os Desafios da modernidade como tema, o festival decorre no Teatro Municipal Rivoli entre esta terça-feira e 3 de Março.

<i>Easy Rider</i>, de Dennis Hopper
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Easy Rider, de Dennis Hopper DR

O festival internacional de cinema Fantasporto regressa esta terça-feira ao Porto para a sua 39.ª edição, que se prolonga até 3 de Março, sob o tema Desafios da modernidade.

O festival, que decorre no Teatro Municipal Rivoli, assinala a sua pré-abertura assinalando os 50 anos de Easy Rider (Dennis Hopper, 1969), sendo o filme de abertura oficial, na sexta-feira, Prospect, de Zeek Earl e Chris Caldwell, já premiado no festival norte-americano South by Southwest (SXSW), no Texas, no ano passado.

Na quarta e na quinta-feira vão ser exibidos, respectivamente, The Shining (1980) e Laranja Mecânica (1971), para homenagear Stanley Kubrick (1828-1999), desaparecido há vinte anos.

A fechar o festival, a 2 de Março, vai estar The Russian Bride, de Michael S.Ojeda, incluindo-se, a par do filme de abertura, na competição de cinema fantástico com um total de 19 obras, nas quais se encontram também os mais recentes trabalhos de Peter Strickland e do realizador sul-coreano Kim Ki-Duk.

Se na competição de longas-metragens de cinema fantástico não há portugueses presentes, havendo apenas um filme brasileiro em representação lusófona, na de curtas-metragens encontram-se Bluebird, de Amanda Sant'Anna, Carlos Fernandes, Gonçalo Veloso, João Lage e João Mendes; e Mysteries of the Wild, de Rui Veiga.

Na Semana dos Realizadores, o destaque vai para o documentário The Panama Papers, de Alex Winter, que conta com a realizadora Laura Poitras como produtora executiva, vencedora do Óscar para melhor documentário em 2015 com Citizenfour, sobre Edward Snowden. De volta estão também a secção Orient Express e os prémios do cinema português e de melhor escola de cinema.

De acordo com a directora do Fantasporto, Beatriz Pacheco Pereira, esta edição do festival portuense conta também com um "número recorde de participação portuguesa", com 57 filmes a concurso. "Há uma preocupação de fazer pelo cinema português aquilo que as entidades não fazem, que é incentivar a fazer cinema e projectar os jovens talentos", frisou.

O festival vai receber ainda duas retrospectivas: uma sobre a mudança do rosto do feminino em Taiwan dos anos 1960 e outra sobre a nova geração húngara.

O Fantasporto vai também exibir, na sexta-feira, Alien, de Ridley Scott, para assinalar os 40 anos do filme.

"A lógica do Fantasporto é manter a nossa marca, marca que também passa pela descoberta de novos realizadores. Temos sido o festival que é conhecido pelos filmes que foram exibidos, o que revela que as nossas apostas, ao longo destes quase 40 anos, têm sido as certas", salientou o director do festival, Mário Dorminsky, em conferência de imprensa no final de Janeiro.