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O churrasco da PETA com um cão falso: “Se não comerias cão, porquê borrego?”

O churrasco da PETA em Sydney, na Austrália, deu que falar. "Enquanto humanos, sentimos instintivamente compaixão e empatia por animais, mas somos ensinados que é aceitável aprisionar e comer alguns deles."

Há um chef à volta do churrasco e a carne já está na grelha — só que ninguém parece disposto a prová-la. O cenário parece muito semelhante ao que se irá ver nas casas australianas durante as celebrações do Dia da Austrália, este sábado, 26 de Janeiro, excepto num adereço: em vez de borrego, a PETA optou por grelhar cão.

A acção, que decorreu esta semana num dos centros comerciais mais movimentados de Sydney, pretendia mostrar que, "enquanto humanos, sentimos instintivamente compaixão e empatia por animais, mas somos ensinados que é aceitável aprisionar e comer alguns deles", lê-se no site da associação de defesa animal​. A esta atitude, a organização chama "especismo — uma forma de discriminação baseada em nada mais do que a espécie". "E, como todas as formas de discriminação, não pode ser justificada."

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Continuam: "Claro que o cão era só um adereço, mas a ideia de grelhar um cão afronta a maior parte dos australianos. Ao mesmo tempo, milhões de outros animais igualmente sencientes e inteligentes são obrigados a sofrer horrivelmente ao serem criados e mortos para a indústria da carne". 

Uma das activistas envolvidas na acção defendeu-a antes mesmo de esta acontecer, dizendo que todas as manifestações da PETA pró-veganismo provocam "reacções mistas". "Ninguém gosta de espreitar por detrás da cortina, mas a relação entre comer carne e as alterações climáticas é algo sobre o qual precisamos de falar agora." Esta não foi a primeira vez que a associação fez um churrasco onde fingia grelhar um cão. A mesma manifestação já ocorreu em Londres, no Verão de 2018, com a mesma pergunta: "Se não comerias um cão, porquê comer borrego?"