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Fundação La Caixa vai apoiar três projectos portugueses

Duas obras em vídeo de Catarina Botelho e de Pedro Neves Marques e uma curadoria de João Laia estão entre os projectos contemplados pela instituição espanhola.

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Projecto O Tempo das Coisas Catarina Botelho
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Actriz Zahy Guajajara num projecto de Pedro Neves Marques DR,DR
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Curador João Laia Nuno Ferreira Santos

Há três portugueses na lista dos 11 projectos que vão ser apoiados este ano pela Fundação La Caixa. São eles os artistas Catarina Botelho e Pedro Neves Marques e o curador João Laia.

Os dois primeiros candidataram-se aos apoios da fundação ligada à instituição bancária espanhola – agora também implantada em Portugal na sequência da entrada do BPI no Grupo CaixaBank – respectivamente com as propostas O Tempo das Coisas e YWY, Visões.

Trata-se de dois projectos de vídeo com uma duração aproximada de 30 minutos. No primeiro, Catarina Botelho propõe-se levar o espectador a reflectir sobre a saturação de informação que caracteriza o mundo actual, e “abrir uma brecha no tempo acelerado e individualista, criar uma ilha de inquietude” – pode ler-se no caderno de intenções enviado à La Caixa, citado no comunicado da fundação.

Pedro Neves Marques, retomando um trabalho anterior – YWY, a andróide (2017), com a actriz Zahy Guajajara –, viaja até ao Maranhão, no Brasil, a criar uma narrativa de ficção científica que também poderá funcionar como antevisão do que será “uma Europa tão futurista quanto actual”.

O curador João Laia (n. Lisboa, 1981) submeteu o projecto Em Queda Livre, que parte do livro Queda Sem Fim, de José A. Bragança de Miranda, utilizando a figura da queda como “metáfora para o clima de transformação acelerada que habitamos, onde a progressiva desmaterialização das imagens, narrativas e objectos que serviam de alicerce à nossa sociedade resultou num sentimento generalizado de abismo”.

A este projecto, a Fundação La Caixa atribui um apoio monetário de 6 mil euros, além do acesso às mais de mil obras da colecção da instituição espanhola e do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (MACB), e ainda a oportunidade de realizar uma exposição no CaixaForum da capital catalã.

Aos dois projectos videográficos, a La Caixa irá fornecer “os recursos necessários para a concretização da obra para que esta possa vir a integrar uma exposição ou qualquer outro formato que lhe dê visibilidade”, numa verba que variará “consoante as propostas apresentadas”.

Os três projectos portugueses contemplados foram escolhidos de um total de 45 que foram apresentados à Fundação La Caixa por artistas portugueses, num conjunto de 302 provenientes dos dois países.

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