É a primeira vez que a NASA sobrevoa um objecto tão distante

Os cientistas esperam que esta observação, a cerca de 6,4 mil milhões de quilómetros da Terra, ajude a entender melhor como o sistema solar foi formado. A primeira imagem já foi divulgada.

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Esta é a primeira imagem do Ultima Thule. À direita, a representação gráfica do objecto NASA/JHUAPL/SwRI/James Tuttle Keane
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O investigador principal da New Horizons Alan Stern comemorou com crianças no exacto momento em que a sonda fez história. LUSA/NASA / JOEL KOWSKY / HANDOUT
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O primeiro dia do ano de 2019 vai ficar na história: "Nunca antes uma nave espacial explorou um objecto tão distante", relevou esta terça-feira o cientista chefe da NASA responsável pela sonda New Horizons, Alan Stern, referindo-se ao Ultima Thule, um objecto localizado na cintura de Kuiper, uma zona mais periférica do nosso sistema solar.

Ultima Thule fica a cerca de 6,4 mil milhões de quilómetros da Terra e os cientistas esperam que sua observação ajude a entender melhor como o sistema solar foi formado

A Sonda espacial terá tirado cerca de 900 imagens durante os poucos segundos que sobrevoava o Ultima Thule a uma distância de cerca de 3.500 quilómetros. A primeira imagem foi divulgada a meio da tarde pela NASA.

A missão da New Horizons era "mapear o Ultima, mapear a composição da sua superfície, determinar quantas luas tem e descobrir se tem anéis ou até mesmo atmosfera”. “Isto proporcionará outros estudos como a medição da temperatura do Ultima e talvez até mesmo determinar a sua massa. No período de 72 horas, o Ultima passará de um ténue ponto de luz – um pontinho à distância – para um mundo completamente explorado”, explicou diz Alan Stern, investigador principal da New Horizons, ainda antes da missão.

Lançada em Janeiro de 2006, a New Horizons – a primeira missão da NASA para explorar Plutão e a cintura de Kuiper – apanhou boleia da gravidade de Júpiter em 2007 e fez a sua maior aproximação a Plutão em 2015. Foi aí que ficámos a conhecer melhor este planeta. Afinal, deu-nos um zoom da superfície de Plutão, que está a 4800 milhões de quilómetros de nós. E, por exemplo, permitiu confirmar que tem dunas.

Esta missão foi transmitida no site da NASA.