Quatro apps para descobrir o céu nocturno

A tecnologia proporciona uma maneira prática e divertida de conhecer os astros. Estas aplicações permitem descobrir estrelas, planetas, constelações, galáxias e satélites através do céu virtual do telemóvel.

Foto
Amr Abdallah Dalsh/REUTERS

Para quem gosta de saber o que está a ver no céu nocturno – e o que não está a ver –, basta apontar o telemóvel para lá. Não faltam dezenas e dezenas de aplicações disponíveis, do mais básico às dedicadas a profissionais da astronomia.

As características técnicas dos smartphones lançados nos últimos anos possibilitam a utilização de aplicações baseadas no conceito de realidade aumentada, uma tecnologia que permite sobrepor conteúdos digitais na realidade visível.

No caso das aplicações aqui sugeridas, o movimento do aparelho simula o céu estrelado em fundo. Por outras palavras, o “céu” que se vê no ecrã muda consoante a posição em que seguramos o telemóvel.

Estas aplicações são muito úteis sobretudo para quem não tem conhecimentos de astronomia, porque ensinam a encontrar estrelas, planetas, constelações e galáxias. Basta apontar o telemóvel para o céu para identificar o firmamento; ou apontar para uma parede para descobrir o que está a perder.

Isto porque, além de riqueza e utilidade, estas apps oferecem uma igual dose de frustração: há muitas (milhares) estrelas que aparecem no ecrã que não conseguimos ver a olho nu devido à poluição luminosa. O que pode bem servir de motivação para procurar um céu escuro noutras paragens. Todas as desculpas são boas para olhar para o céu.

Deixamos quatro sugestões e respectivos links de acesso às lojas Google Play e Apple Store.

Sky Map (Android) — gratuito

É uma das apps mais antigas e populares. Lançada em 2009 pela Google (chamava-se Google Sky Map), foi abandonada pela empresa em 2012 e, desde então, tem sido mantida de forma voluntária pelos mesmos engenheiros que a fizeram para a Google. Talvez por ser um produto de boa vontade, não tem publicidade.

É muito simples de usar. À semelhança da esmagadora maioria destas apps, permite escolher o que se quer ver, seleccionando, por exemplo, apenas estrelas ou também constelações, galáxias, planetas e chuvas de meteoritos.

Tem como um dos principais atractivos o modo pesquisa, que permite procurar um objecto específico. Depois de escolhido (por exemplo, Marte), a aplicação indica para onde deve virar o olhar — ou seja, o telemóvel.

Outra função interessante é a opção “viagem no tempo”, que permite escolher uma data e hora (a partir do ano 1900) para ficar a saber como era o céu nesse momento.

Sky Guide (iOS) — 3,49 euros

Uma app simples, que prima pela simplicidade dos menus. Graficamente está entre as mais bem conseguidas. Inclui um calendário com os principais fenómenos astronómicos e respectivas explicações em português. O separador dos destaques (em português ou inglês) inclui notícias, entrevistas, podcasts e descrições detalhadas sobre fenómenos astronómicos.

Nas preferências, é possível seleccionar diferentes camadas de informação, como por exemplo incluir o desenho das constelações, ver as imagens da mitologia associada e incluir a passagem de satélites. Ao activar a localização, é possível configurar alarmes para receber, por notificação, o aviso da passagem (visível) da Estação Espacial Internacional.

Esta app inclui ainda o modo “Supermassive”, um extra pago por subscrição, que dá acesso a diverso material em alta definição. Está disponível para iPad e Apple Watch.

SkyView (Android, iOS) — versão gratuita

Esta aplicação é uma das seleccionadas pelos editores da Google e é uma das que possui melhor pontuação atribuída pelos utilizadores. Recorre com maior relevância à realidade aumentada, na medida em que utiliza a imagem obtida pela câmara do telemóvel como pano de fundo, permitindo identificar os astros por sobreposição (esta função pode ser desligada).

Ao seleccionar uma estrela ou planeta, é possível ficar a saber onde este vai estar nas horas seguintes, seguindo a linha que identifica o trajecto do astro, ao mesmo tempo que disponibiliza informação científica e curiosidades sobre o objecto.

A função “calendário” permite conhecer a posição de estrelas e planetas no tempo passado, mas também no futuro. Dois cursores possibilitam reduzir ou aumentar o tamanho dos planetas e a magnitude das estrelas visíveis, ou seja, adaptar o fundo do ecrã às estrelas que se conseguem observar. Outra vantagem: esta aplicação não exige consumo de dados (Wi-Fi ou rede móvel) para funcionar.

Star Walk 2 (Android, iOS) — versão gratuita

À semelhança da aplicação anterior, a Star Walk permite utilizar a câmara para obter o efeito realidade aumentada, seguir o trajecto dos astros e conhecer o céu numa determinada data.

O desenho é bem conseguido e funcional; um cursor lateral permite ajustar o número de estrelas visíveis, de acordo com aquilo que é possível ver na realidade (“há” mais ou menos estrelas consoante a poluição luminosa).

A opção “novidade” funciona como agenda dos fenómenos astronómicos relevantes, mas como em quase tudo nesta aplicação, só está totalmente disponível através da compra do pacote tudo-em-um (custa cinco euros). O upgrade inclui, por exemplo, o rastreamento de milhares de satélites artificiais. Outro contra: na versão gratuita a publicidade pode ser algo intrusiva.