Luz de aviso da antena com a qual colidiu helicóptero estava a funcionar, garante Media Capital

A antena afectada no acidente de sábado é da responsabilidade da Media Capital e emite o sinal das rádios Comercial e M80.

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LUSA/OTÁVIO PASSOS

A antena em que o helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) embateu antes de cair "estava em perfeitas condições" assegura a Media Capital, empresa responsável pela gestão desta infra-estrutura. "Estava tudo a funcionar correctamente, a antena tinha as respectivas vistorias, bem como tudo o que deveria ter", disse ao PÚBLICO a directora de comunicação da Media Capital, referindo-se nomeadamente à sinalização luminosa da infra-estrutura.

A referida antena pertence às rádios Comercial e M80 (que integram a Media Capital) que tem a responsabilidade pela gestão e manutenção da mesma.

 A fita do tempo tornada pública nesta terça-feira pelo Ministério da Administração Interna revela o que a Vodafone é também um dos proprietários da antena e refere que os responsáveis de ambas as empresas estiveram "presentes no teatro de operações para efectuar diligências". Mas a Vodafone garante que não é proprietária da antena afectada. 

 A avaliação preliminar dos destroços do helicóptero do INEM feita pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários (GPIAAF) indicou que a queda da aeronave aconteceu na sequência da colisão com uma antena emissora existente na zona, explicou logo no domingo o gabinete que investiga acidentes aéreos.

"A avaliação preliminar dos destroços que foi possível realizar até ao momento indica que a queda da aeronave aconteceu na sequência da colisão com uma antena emissora existente na zona". "Essa colisão pode ter tido origem em diversas causas possíveis, o que apenas após a reunião de toda a informação necessária e no decurso do aprofundamento do processo de investigação poderá ser devidamente esclarecido", revelou o GPIAAF.

Entretanto, o relatório preliminar ao acidente pedido pelo Ministério da Administração Interna e revelado esta terça-feira de manhã revela que o contacto com a Força Aérea não foi feito com a veemência necessária.

O documento preliminar realizado pela Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC) conclui que após o contacto de cidadãos, o Comando de Operações do Norte do 112 não alertou o Comando Distrital de Operações do Porto, e deu “preferência ao despacho de meios das forças de segurança”. Também “não encetou diligências junto da ANPC para restringir a área de busca”.

A queda de um helicóptero do INEM, ao final da tarde de sábado, no concelho de Valongo, distrito do Porto, causou a morte aos quatro ocupantes. A bordo do aparelho seguiam dois pilotos e uma equipa médica, composta por médico e enfermeira.