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"Coletes amarelos" perdem gás ao quinto sábado de protestos

Grandes armazéns como as Galerias Lafayette e o Printemps, nas imediações da Ópera, decidiram abrir portas neste sábado.

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Activistas do grupo feminista Femen também se manifestaram junto das forças policiais a poucos metros do Palácio do Eliseu Reuters/BENOIT TESSIER
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O número de "coletes amarelos" presente nos Campos Elísios, em França, diminuiu este sábado em relação aos quatro sábados passados, embora os manifestantes assegurem que não vão desistir e que vão tornar a Ópera e a Praça da República nos novos pontos de protesto.

"Somos exactamente os mesmos, simplesmente há menos pessoas nos Campos Elísios porque temos previstos protestos na Ópera, com um protesto sentado à frente do edifício, e na Praça da República", disse Muriel, "colete amarelo" vinda dos arredores de Paris, em declarações à agência Lusa, nos Campos Elísios.

Em frente à Ópera Garnier, os manifestantes optaram por um protesto estático, sentando-se nas escadas do edifício ou mesmo deitando-se na escadaria.

Ao contrário do sábado passado, grandes armazéns como as Galerias Lafayette e o Printemps, nas imediações da Ópera, decidiram estar abertos.

Com as temperaturas próximas dos zero graus e depois de uma semana de apelos contra a manifestação na capital francesa, apenas cerca de mil coletes amarelos estiveram na capital parisiense e o ambiente é mais ameno entre manifestantes e polícia, constatou a Lusa no local.

Apesar de os controlos policiais se manterem espalhados um pouco por toda a cidade, há também menos pessoas identificadas em comparação com a semana passada. Em Paris, segundo informações da Reuters, perto do meio-dia os números apontavam para cerca de 85 detenções. 

Quanto ao resto do país, uma fonte policial disse à agência Reuters que, por volta das 11h deste sábado, estavam cerca de 16 mil protestantes nas ruas francesas, excluindo Paris, enquanto no sábado passado, à mesma hora, contabilizaram-se cerca de 22 mil "coletes amarelos". O ministro do Interior assegurou que estavam mobilizados cerca de 69 mil oficiais, com reforços nas cidades de Toulouse, Bordéus e Saint-Étienne. 

Na sexta-feira, o Presidente Emmanuel Macron afirmou que "a França precisa de calma, ordem e de voltar ao normal", após uma reunião com líderes da União Europeia em Bruxelas. 

“A fadiga começa a ser enorme, mas não vamos desistir”

Tal como já vai sendo tradição, os “coletes amarelos” concentraram-se este sábado esta manhã junto ao Arco do Triunfo e foram descendo a avenida em protesto. A polícia agiu rapidamente e acabou por cercar os manifestantes com carrinhas e fileiras de agentes policiais. Avança a Reuters que foi lançado gás lacrimogéneo a pequenos grupos de protestantes, num pequeno confronto com a polícia junto aos Campos Elísios.

Stephane, um dos manifestantes, tem vindo todos os sábados de Lille, no Norte de França, para se manifestar nos Campos Elísios.

"Venho todos os sábados e não vejo a minha família, mas não há nada a fazer. E a fadiga começa a ser enorme, mas não vamos desistir", disse.

Este “colete amarelo” decidiu vir a Paris mesmo depois dos apelos das autoridades para não o fazer devido ao recente ataque em Estrasburgo.

"Os atentados não me fazem medo. Não é isso que me faz recuar nas minhas convicções. Eu estou chocado com o que se passou, mas está fora de questão travar este movimento", acrescentou.

Activistas em topless, pertencentes ao grupo feminista Femen, também se manifestaram junto das forças policiais a poucos metros do Palácio do Eliseu, a residência oficial do Presidente francês. 

Há cerca de 230 pontos de protesto de coletes amarelos em França, entre manifestações e bloqueios de estradas, com milhares de polícias destacados para manter a segurança.

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