Opinião

A mobilidade partilhada como resposta às cidades sobrelotadas

Em rotinas cada vez mais agitadas, em cidades sobrelotadas, a mobilidade rápida e eficiente não é um luxo, mas sim uma necessidade.

A mobilidade partilhada é uma realidade cada vez mais presente no quotidiano de uma cidade sustentável e moderna. Vivem-se tempos de transformação no que diz respeito à forma e aos meios que usamos para nos deslocarmos.

Atualmente, na Europa, os serviços de mobilidade partilhada representam 30% do número total de quilómetros percorridos. Existem atualmente cerca de 17 países no mundo inteiro onde recorrer ao serviço de scootersharing é já uma realidade, sendo que Espanha, Alemanha e França lideram o ranking de utilização deste meio. Há mais de um milhão de utilizadores registados nas diferentes plataformas, sendo que os jovens são os mais ativos. Em média, um utilizador percorre 2,8 quilómetros por viagem.

Com o turismo em constante crescimento e o número de pessoas que chegam todos os dias a cidades como Lisboa, a mobilidade partilhada é a solução ideal para as cidades lotadas. Além disso, o serviço de scootersharing, com recurso apenas a uma aplicação móvel, surge como alternativa perfeita para quem quer poupar: (i) tempo em filas de trânsito; (ii) na procura interminável de lugares; (iii) e dinheiro, quando finalmente se encontra um espaço para o carro mas tem de se pagar um dia inteiro de parquímetro.

A quantidade de carros a entrar diariamente nas grandes metrópoles é preocupante, e enquanto algumas ofertas da rede pública acarretam longos tempos de espera, para quem vive nas cidades e procura deslocar-se da forma mais simples e rápida, as scooters partilhadas apresentam-se como uma solução viável.

Os dados da ACAP – Associação Automóvel de Portugal demonstram que, em média, cada habitante do Porto tem 1,9 carros/pessoa, enquanto em Lisboa o número desce, de forma pouco significativa, para 1,8 carros/pessoa. Os números são alarmantes se se tiver em conta o número de pessoas que diariamente fazem a sua vida dentro das grandes cidades. Através do scootersharing é possível diminuir a pegada ambiental, assim como a utilização de combustíveis fósseis.

Em Lisboa, por exemplo, as motas permitem ir de uma ponta à outra da cidade levando metade do tempo caso o percurso fosse feito de carro. Se estiver no Cais do Sodré e quiser ir até ao Saldanha em hora de ponta, qual é o primeiro impedimento que encontra? O trânsito, claro. De carro, este percurso demoraria pelo menos 25 minutos em pára-arranca e semáforos intermináveis. De mota, o mesmo percurso pode ser feito em menos de 15 minutos, sem ter que se preocupar se vai encontrar fila ou não.

O mesmo acontece quando temos um almoço de negócios. Está no escritório, o almoço é no centro da cidade, levar o carro é impensável, entre procurar um lugar e pagar parquímetro, são inúmeras barreiras que temos de ultrapassar. Felizmente já existem soluções, sem termos que pensar no estacionamento, nem fazer cálculos a quanto tempo pode durar o almoço antes de sermos multados. Em rotinas cada vez mais agitadas, em cidades sobrelotadas, a mobilidade rápida e eficiente não é um luxo, mas sim uma necessidade.

Os serviços de scootersharing fazem, por tudo isto, parte de um futuro mais sustentável e económico. São o caminho natural das cidades modernas em constante desenvolvimento. São sinónimo de flexibilidade, mudança, crescimento e futuro.

O autor escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

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