Com os olhos na candidatura europeia, Braga é Capital da Cultura do Eixo Atlântico em 2020

Para a autarquia, a iniciativa vai dar mais protagonismo ao sector cultural da cidade e ajudar a candidatura a Capital Europeia da Cultura, em 2027.

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Joana Goncalves

Eleita Capital da Cultura do Eixo Atlântico na segunda-feira, Braga quer aproveitar a distinção para valorizar o seu sector cultural e, consequentemente, a candidatura ao título de Capital Europeia da Cultura (CEC), que será ostentado por uma cidade portuguesa daqui a nove anos. “Esta iniciativa é uma oportunidade, porque vai colocar a cultura como eixo fundamental da cidade, de forma a construirmos uma candidatura a CEC”, disse ao PÚBLICO a vereadora municipal para a cultura, Lídia Dias.

Mesmo que a CEC não venha a ser atribuída a Braga – há mais 11 municípios candidatos em território nacional -, a responsável considerou que a iniciativa agendada para 2020 vai ter a “mais-valia de fazer crescer a cidade em termos culturais”.

A programação da Capital da Cultura vai decorrer entre 08 de Fevereiro e 28 de Novembro. A sua apresentação está prevista para Junho de 2019, mas a autarquia já expôs algumas ideias. Além de querer alargar a programação de jazz na cidade, a Câmara quer levar cultura às zonas periféricas do concelho – um evento de arte urbana - e ao restante território da associação, que inclui 19 municípios do Norte de Portugal, 17 da Galiza e ainda as províncias galegas da Corunha e de Lugo. Está também prevista a exposição em Braga de obras premiadas na Bienal de Pintura do Eixo Atlântico – está em curso a 12.ª edição.

O objectivo, disse a vereadora, é Braga expor aquilo que tem, mas também aproveitar aquilo que os municípios parceiros podem oferecer. A Capital da Cultura, salientou Lídia Dias, não recebe qualquer verba por parte do Eixo. A Câmara de Braga vai assim reforçar a fatia do orçamento municipal dedicado à cultura, em 2020, mas também vai propor a divisão de custos com outros municípios incluídos na programação, explicou.

Braga vai suceder a Santa Maria da Feira, município que, neste ano, está a apresentar um programa com 51 eventos. Mas ainda não está descartada a hipótese da Capital da Cultura ser organizada em conjunto com Santiago da Compostela, revelou a vereadora bracarense. Ambas as cidades manifestaram, em 2016, interesse em acolher a iniciativa, até pela “forte ligação histórica que têm”, mas a cidade galega acabou por não se comprometer, devido às eleições autárquicas espanholas, previstas para 2019.

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