Aeroporto no Montijo e obras na Portela custarão mil milhões de euros

Marques Mendes anunciou que acordo para novo aeroporto será assinado nas próximas semanas.

Novo aeroporto deverá estar operacional em 2022
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Novo aeroporto deverá estar operacional em 2022 LUSA/NUNO VEIGA

O comentador da SIC Luís Marques Mendes anunciou neste domingo que já existe acordo entre o Governo e a ANA - Aeroportos de Portugal em matéria de novo aeroporto do Montijo e alargamento do de Lisboa e que o acordo será assinado nas próximas semanas.

"Dentro de duas ou três semanas haverá a assinatura pública do acordo para tudo estar concluído em 2022", revelou o ex-líder do PSD, anunciando que no caso da Portela, a capacidade aumentará em 20%.

Marques Mendes também disse ter apurado que as duas obras (Portela e no Montijo) custarão qualquer coisa como "mil milhões de euros" que serão pagos totalmente pela ANA. "O Estado não vai despender um único euro", afirmou, informando que, em contrapartida, a concessão da ANA será alargada para integrar os dois aeroportos durante 50 anos (como já acontece no caso da Portela, por exemplo).

Novo livro a 24 de Outubro

A fechar o seu comentário, Mendes deixou outra novidade: a data de apresentação do novo livro de Cavaco Silva, 24 de Outubro. A obra será apresentada por Leonor Beleza, na Fundação Calouste Gulbenkian, e tem 30 capítulos, alguns dos quais polémicos.

Sobre o caso de Tancos, Marques Mendes registou que continua a haver muitas pontas soltas e que o director da Polícia Judiciária Militar já devia ter sido demitido. "Será que houve outros casos em que ele teve comportamentos do mesmo género?", questionou-se, sugerindo uma auditoria independente ao mandato de Luís Vieira.

A Operação Marquês e o sorteio do juiz de instrução para o caso que envolve o antigo primeiro-ministro José Sócrates, mereceram o seguinte comentário de Mendes: "Provavelmente não vai haver julgamento antes do ano de 2021".

O social-democrata ainda assumiu que Pedro Passos Coelho quer regressar para "ser presidente do PSD", razão pela qual não aceitou ser já condecorado por Belém. "Falta saber se é em 2019 ou 2020 se Rui Rio perder as eleições ou se é mais tarde".