Telemóvel supera computador no acesso à Internet

Marktest indica que telemóveis foram usados por 58% dos residentes em Portugal.

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Há cada vez mais acessos fora de portas nelson garrido

Há anos que o telemóvel tem vindo a ser cada vez mais usado para aceder à Internet e tornou-se agora o dispositivo preferido dos utilizadores em Portugal, de acordo com um estudo da Marktest, uma empresa de análise de mercado.

Segundo os números da Marktest, o telemóvel é usado para aceder à Internet por 58% dos residentes em Portugal com 15 ou mais anos – um número que fica acima dos 55% que usam computador (este é um valor que tem estado em queda ao longo dos últimos quatro anos).

Num afastado terceiro lugar surgem os tablets, que são usados por 19% das pessoas. A popularidade destes aparelhos tem estado a decrescer à medida que os fabricantes lançam telemóveis com ecrãs cada vez maiores.

A televisão é usada para acesso à Internet por 9% das pessoas, ao passo que 6% acedem também na consola de jogos. Ao todo, 71% dos mais de seis mil inquiridos pela Marktest disseram usar a Internet.

Já dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos a 2017, apontam para uma taxa de utilização um pouco superior: 75% das pessoas entre os 16 e os 74 anos afirmaram usar a Internet, o que significa um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao ano anterior e um crescimento de 22 pontos percentuais face ao início da década.

Os números são mais um indicador a reflectir uma informatização crescente em Portugal. Mas, ainda assim, o país está distante da média dos Estados da União Europeia, que é de 84%.

O acesso à Internet fora de portas é também um hábito crescente nos últimos anos, graças à proliferação dos smartphones e dos pacotes de Internet móvel vendidos pelos operadores. Segundo o INE, 79% dos utilizadores acederam no ano passado à Internet fora de casa e do trabalho (o que inclui acessos através de computadores portáteis). Em 2016, tinham sido 72%, num indicador em que Portugal está em linha com o resto da União Europeia.