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Médicos lusodescendentes criam rede para portugueses em cinco regiões da Venezuela

Projecto que arranca esta segunda-feira quer encontrar soluções para a crise, num país onde faltam frequentemente medicamentos e bens alimentares de primeira necessidade.

Comunidade lusa vai ajudar para facilitar o acesso dos compatriotas à rede médica, diz associação
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Comunidade lusa vai ajudar para facilitar o acesso dos compatriotas à rede médica, diz associação Paulo Pimenta

A Associação de Médicos Luso-venezuelanos, Assomeluve, vai pôr em marcha, a partir de terça-feira, uma rede médica portuguesa centrada em atender as necessidades prioritárias de saúde dos portugueses.

O projecto, que conta com o apoio do Governo português, da Embaixada de Portugal na Venezuela e dos consulados locais, pretende ainda encontrar soluções para a crise, num país onde faltam frequentemente medicamentos e bens alimentares de primeira necessidade.

"A nossa missão é estabelecer as necessidades prioritárias dos portugueses na Venezuela, e prestar atenção médica geral e especializada", explicou à Lusa a porta-voz da Assomeluve. Clara Maria Dias de Oliveira, gastrenterologista, precisou que o projecto, que arranca esta segunda-feira, foi o resultado de um "estudo muito minucioso" e vai começar em cinco regiões da Venezuela, no Distrito Capital (Caracas, Miranda e Vargas) e nos estados de Lara, Bolívar, Carabobo e Anzoátegui.

"Temos conhecimento de que há muitos casos de portugueses em necessidade extrema e que o projecto vai ter um impacto muito importante na saúde deles", explicou. Além dos consulados, a própria comunidade lusa vai ajudar para facilitar o acesso dos compatriotas à rede médica lusovenezuelana, acrescentou.

Por outro lado, o embaixador de Portugal em Caracas, Carlos de Sousa Amaro, explicou à Lusa que está dado "o primeiro passo" para começar a atender, em breve, "a comunidade portuguesa mais carenciada em termos de apoio na área da saúde". Segundo o diplomata essa atenção "é muito importante porque há pessoas que pura e simplesmente não se podem dirigir aos hospitais; que precisam de ser ajudadas, que padecem de várias doenças e que precisam de acompanhamento".

"Nesta fase inicial vamos ter cinco centros a que a embaixada está prestando todo o apoio possível a este projecto, mas devo dizer que o grande mérito é de facto da Associação de Médicos Lusovenezuelanos", disse.

Segundo Carlos de Sousa Amaro este "é um projecto único junto das comunidades portuguesas". "Mais uma vez a comunidade portuguesa na Venezuela continua a destacar-se pela solidariedade, apesar das grandes dificuldades que atravessam actualmente", concluiu.

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