Após a "história bonita" contra a Espanha, é a vez da Croácia

O seleccionador da Rússia não quer que os seus jogadores entrem em euforia por terem eliminado uma das favoritas.

Time esportivo
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Treino da selecção croata, em Sochi Reuters/HENRY ROMERO

O último jogo a realizar-se no Estádio Olímpico de Sochi, hoje às 19h, vai pôr frente a frente a Rússia e a Croácia, duas equipas que chegaram aos quartos-de-final depois de terem vencido os seus jogos no desempate por grandes penalidades. Os anfitriões do Mundial aguentaram a pressão da Espanha e os croatas sobreviveram à resistência oferecida pela Dinamarca, que dificultou a excelente caminhada que a selecção dos Balcãs tem feito neste Campeonato do Mundo.

A jogar em casa e em frente dos seus adeptos, a Rússia tinha como objectivo mínimo passar a fase de grupos. Completada a missão, seguiu-se a armada espanhola, contra a qual uma derrota não teria sido uma surpresa. Mas os russos foram bem-sucedidos no fim. “O jogo contra a Espanha foi uma história muito bonita para o nosso país, mas agora devemos esquecer isto”, afirmou Stanislav Cherchesov na antevisão do encontro de hoje. O seleccionador russo não quer “nenhuma euforia” porque o Campeonato do Mundo ainda está a ser disputado. “Eu tento não ver televisão e ler os jornais. Estamos só concentrados no nosso trabalho”.

Depois da vitória frente a Espanha, o Presidente russo, Vladimir Putin, ligou a Cherchesov para lhe dar um voto de confiança para a próxima fase. “Quando o presidente nos apoia faz-nos sentir confortáveis e isto é um incentivo extra em termos de motivação”, admitiu o seleccionador russo. Desde que a União soviética chegou aos quartos-de-final no Mundial de 1970, no México, é a primeira vez que a Rússia chega tão longe. As três anteriores participações nesta competição terminaram na fase de grupos (1994, 2002 e 2014).

Apesar de terem goleado a Arábia Saudita no primeiro jogo, os russos ficaram privados do médio Alan Dzagoev, por lesão. “Foi uma pena termos perdido um jogador destes no primeiro jogo. Ele perdeu uma sessão de treino e hoje [ontem] está a treinar”, revelou Cherchesov.

Em conferência de imprensa, o seleccionador da Croácia elogiou o caminho feito pelo seu adversário: “Se vences a Espanha, então mereces o teu lugar entre as oito melhores equipas no Campeonato do Mundo”. Zlatko Dalic mencionou o factor casa que estará a favor dos russos. “Não vai ser fácil para nós jogarmos frente a tantos adeptos locais, mas os meus jogadores fazem isto todas as semanas nas melhores Ligas do mundo”, enquadrou.

Dalic admitiu que a estratégia da Dinamarca no primeiro jogo o surpreendeu, algo que não se vai repetir contra os russos. “Contra a Dinamarca, não esperávamos que o Jonas Knudsen continuasse a mandar bolas longas, porque ele não tinha jogado nos últimos seis jogos. Mas ele continuou e eles marcaram. Nós estamos preparados para a Rússia. Eu acredito nos meus jogadores”, vincou.

É a quinta vez que a Croácia participa num Mundial e a terceira que joga com o anfitrião da competição. Os dois confrontos anteriores resultaram em derrotas: 2-1 no jogo com a França, em 1998, e 3-1 diante do Brasil, em 2014.