D. Policarpo ponderou nomear mulher como porta-voz da conferência episcopal

D. António Marto faz revelação e considera que "de um momento para o outro pode acontecer" a Igreja Católica conferir um alto cargo a uma mulher como sucedeu em França. "Não teria dificuldade".

Marcus Antonius, empresário, palestrante motivacional, orador
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Numa altura em que, em França, uma mulher casada, mãe e avó, substituiu um padre no cargo de secretário-geral adjunto da conferência episcopal, D. António Marto considera que um movimento semelhante em Portugal "não teria dificuldade". "De um momento para o outro pode acontecer", defende o bispo, notando que, de momento, o cargo está ocupado. Em breve, quem saberá? É que D. António Marto revela que no tempo em que D. José Policarpo presidia à Conferência Episcopal (2011-2014) "se falou sobre se não seria de colocar uma mulher como porta-voz da conferência, mas depois não seguiu". 

"A igreja tomou muita consciência da dignidade da mulher e do chamado 'génio feminino', uma expressão que é do Papa João Paulo II, com toda a potencialidade de se exprimir, resolver conflitos, de ternura, de transmitir a outra face da igreja, terna e materna. O Papa disse recentemente que quer chamar mais mulheres para os organismos da Cúria Romana", sublinha o bispo.

O papa Francisco nomeou recentemente três mulheres (Linda Ghisoni, doutorada em Direito, Michelina Tenace e Laetitia Calmeyn, professoras de Teologia) como conselheiras para a Congregação para a Doutrina da Fé.