Sindicato dos Professores da Madeira suspende greve às avaliações

Governo Regional apresentou uma proposta sobre a contagem do tempo de serviço para progressão na carreira.

Jill Jones, Ronny Jordan, Protesto
Foto
Professores têm vindo para a rua manifestar-se LUSA/ANTÓNIO COTRIM

O Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) decidiu esta quarta-feira, após consulta aos associados, suspender a greve às avaliações, depois de o Governo Regional ter apresentado uma proposta sobre a contagem do tempo de serviço para progressão na carreira.

Em conferência de imprensa, o coordenador do SPM, Francisco Oliveira, revelou que dos 504 docentes que responderam à auscultação promovida nas últimas 24 horas, via Internet, pelo sindicato, 428 (84,9%) pronunciaram-se a favor do levantamento da greve e aceitaram que as negociações sejam iniciadas de imediato.

Segundo o mesmo dirigente, já está agendada para o dia 25 deste mês uma reunião entre o SPM e a Secretaria Regional da Educação. A paralisação mantém-se, contudo, no Conservatório - Escola Profissional das Artes da Madeira, que tem um pré-aviso de greve próprio, estando a decorrer também uma consulta aos professores no sentido de averiguar se concordam ou não com a suspensão.

A ponderação sobre a suspensão da greve, que teve início na terça-feira, surgiu depois de a Secretaria Regional da Educação ter apresentado uma proposta para a contagem do tempo de serviço congelado para efeitos de progressão dos professores na carreira.

O sindicato diz ter registado "com agrado" a recepção da proposta "que define os termos e a forma como se processa a recuperação do tempo de serviço prestado em funções docentes não contabilizado para efeitos de progressão".

A proposta do governo regional visa contabilizar o tempo de serviço entre 30 de Agosto de 2005 e 31 de Dezembro de 2007 (854 dias) e entre 1 de Janeiro de 2011 e 31 de Dezembro de 2017 (2.557 dias), num total de 3.411 dias.