“Não podemos ter um poder político enfraquecido nas negociações com a Europa”

Presidente da República volta a afastar a possibilidade uma crise política resultante do eventual chumbo do Orçamento do Estado, depois de ter apelado ao "bom senso" dos partidos.

Ponta Delgada
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O chefe de Estado está nos Açores para as comemorações do Dia de Portugal,O chefe de Estado está nos Açores para as comemorações do Dia de Portugal LUSA/António Araújo,LUSA/António Araújo
Marcelo Vieira, Marcelo Rebelo de Sousa
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O chefe de Estado está nos Açores para as comemorações do Dia de Portugal LUSA/António Araújo

Marcelo Rebelo de Sousa reforçou na noite de sábado os avisos em relação à possibilidade de uma crise política em torno do Orçamento do Estado, num período em que se discute o próximo quadro comunitário de apoio.

“Temos seis a nove meses para tentar que a União Europeia decida a questão dos fundos europeus”, recordou o Presidente da República em declarações à RTP. “Nesse período temos que estar unidos. Não podemos ter um poder político enfraquecido nas negociações com a Europa”, disse. “Só gente muito distraída é que não percebe isso”, sublinhou.

No entanto, Marcelo desvalorizou a possibilidade de uma eventual crise se materializar. “Uma coisa é o exercício normal dos direitos previstos na constituição, isso é naturalíssimo, outra coisa é pensar que há um risco sério de não aprovação do orçamento, de uma crise política e da antecipação de eleições. Isso penso que não há”, disse.

O chefe de Estado falava em Ponta Delgada, nos Açores, à margem das comemorações do 10 de Junho, em resposta a uma questão sobre a possibilidade do próximo Orçamento do Estado ter a sua aprovação em risco, na sequência de declarações recentes dos líderes do PCP e do Bloco de Esquerda. Foi a segunda vez que Marcelo se pronunciou sobre o tema neste sábado. Horas antes, o Presidente da República disse acreditar no “bom senso” dos partidos.

“Ninguém quer juntar às complicações que vêm de fora complicações de dentro. Esse bom senso faz com que não haja a temer qualquer tipo de crise ou qualquer tipo de problema com o Orçamento do Estado”, disse, citado pela Lusa.

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