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Chegou a “Time” dos drones (e tem quase mil a desenhar a capa)

A cem metros do chão, ergueu-se a capa da "Time" de 11 de Junho. Cortesia dos LED de 958 "drones" — e de mais um, que os fotografou

Um drone a fotografar outros 958 em pleno voo — é isto que vemos na capa da edição de 11 de Junho, da Time. Na imagem, tanto o nome como a famosa moldura vermelha rectangular da revista norte-americana são formadas pelas lâmpadas LED de drones reais, que, às 20h31 de 3 de Maio, sobrevoaram Folsom, na Califórnia.

Aí localiza-se um dos campus da equipa da multinacional tecnológica Intel que controlou os dispositivos aéreos a partir de terra firme, a Drone Light Show, grupo responsável por construir imagens no céu, tal como esta, usando centenas de drones.

A dança coordenada que gerou a moldura da Time, com cem metros de altura, foi um “dos maiores espectáculos de drones alguma vez feito nos Estados Unidos da América”, diz o responsável pela animação, num vídeo que explica como é que a imagem foi conseguida.

Nela, os dispositivos estão a voar a 1,5 metros de distância dos drones vizinhos e não a três metros, a distância de segurança aconselhada para que as máquinas não colidam. E foi esta precisão "que representou a maior dificuldade” das manobras. Ao levantar, parecem quase mil estrelas brancas a iluminar o céu. De repente, o piloto começa uma contagem decrescente: “Animação em 3,2,1”. E as luzes vermelhas acendem-se, já nos seus lugares, milimetricamente pensados.

Com o título "A Era do Drone", a edição de 11 de Junho reporta a "forma como os drones mudaram a nossa maneira de ver o mundo", com notícias e imagens sempre vistas de cima. 

“Espanto-me sempre com o quão diferente uma imagem fica quando a pomos dentro da moldura vermelha da Time”, confessa D. W. Pine, director criativo da revista. “Mas o que é interessante nisto é que a imagem é, na verdade, a moldura da Time.”