Presidenciais na Colômbia: Iván Duque, a inexperiência disfarçada com o apoio de Uribe

Candidato à presidência da Colômbia pelo Centro Democrático tem no ex-Presidente o seu maior trunfo político.

Ivan Duque, eleição presidencial colombiana, 2018
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Foi senador durante quatro anos e trabalhou como assessor do Ministério das Finanças. Passagens interessantes pela arena política colombiana, mas que não trouxeram a Iván Duque Márquez uma reputação por aí além. E mesmo assim, o advogado de 41 anos lidera as sondagens para as presidenciais e é, por estes dias, o principal candidato à sucessão de Juan Manuel Santos.

A explicação é simples: por trás da sua candidatura tem a máquina do Centro Democrático, o movimento político fundado pelo Álvaro Uribe e o mais representado no Senado colombiano, na sequência das eleições legislativas de Março.

A campanha que liderou contra as Forças Armadas Revolucionárias Colombianas, entre 2002 e 2010, rendeu a Uribe o apoio e a admiração de milhões de colombianos, que são agora chamados a votar no seu protegido, que já assumiu desagrado em relação aos acordos de paz alcançados com a guerrilha (2016). Há quem diga, por isso, que Duque não passa de uma marioneta nas mãos do antigo Presidente e que será este último quem governará de facto, em caso de vitória do primeiro nas presidenciais.

Nada que preocupe o jurista formado em Direito Económico pela American University de Washington (Estados Unidos) e antigo colaborador do Banco Interamericano de Direitos Humanos, que brinca com a sua inexperiência para marcar uma posição: “Zero experiência, sim, mas de corrupção, de clientelismo e de politiquice”.

Descrito pela Reuters como um “amigo do mercado” e pelo investigador Andres Molano, do instituto de Ciência Política Hernan Echavarria Olozaga, como alguém que tem uma “visão ortodoxa” da economia e que “apoia a iniciativa privada para a geração de riqueza”, Duque acena ao eleitorado do centro com a promessa de cortar impostos e atrair investimento para o país.

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