Terry Gilliam terá sofrido um AVC e poderá não ir a Cannes

O realizador de O Homem que Matou D. Quixote, filme escolhido para encerrar o festival, foi hospitalizado em Londres este fim-de-semana.

O advogado de Terry Gilliam, Benjamin Safarti, conversa com a advogada do Festival de Cannes, Gabrielle Odinot, no Tribunal de Paris
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O advogado de Terry Gilliam, Benjamin Safarti, conversa com a advogada do Festival de Cannes, Gabrielle Odinot, no Tribunal de Paris Reuters/CHARLES PLATIAU

O cineasta e actor inglês Terry Gilliam, de 77 anos, ex-Monty Python e autor de filmes como Brazil, O Rei Pescador ou 12 Macacos, terá tido um derrame cerebral e foi hospitalizado este fim-de-semana em Londres. A notícia foi avançada pelo jornal regional Nice Matin, que acrescenta, citando fontes não identificadas, que os médicos do realizador prevêem que este não se restabeleça a tempo de assistir, em Cannes, à estreia mundial do seu filme, que deverá encerrar o festival no próximo dia 19.

Já o jornal Le Point, embora confirme o internamento de Gilliam, diz apenas que este “sentiu um mal-estar” e que teve alta ainda no domingo, embora tenha faltado, no dia seguinte, a uma sessão de tribunal relativa ao processo que o opõe ao produtor português Paulo Branco, que interpôs uma acção judicial contra o próprio Festival de Cannes, que esta terça-feira se iniciou, para tentar impedir a exibição de O Homem que Matou D. Quixote, sobre o qual reclama direitos. O Tribunal de Paris vai pronunciar-se nesta quarta-feira.

Referido como filme maldito do ex-Monty Python, já que o projecto data de há duas décadas e foi sendo inviabilizado por sucessivos contratempos, de problemas financeiros a catástrofes naturais, O Homem que Matou Dom Quixote, rodado em Portugal e Espanha, acabou a ser produzido, após a ruptura com Paulo Branco, pela produtora portuguesa Ukbar Filmes e pelas estrangeiras Tornasol, Entre Chien et Loup e Kinology.