Costa transfere-se provisoriamente para o Terreiro do Paço por obras em São Bento

As obras na residência oficial do primeiro-ministro, que deverão estar concluídas antes de 5 de Outubro, deverão servir para mudar o sistema de climatização, a instalação eléctrica e para reformar a protecção contra incêndios.

António Costa anunciou as obras no discurso que fez perante centenas de pessoas presentes nos festejos do 25 de Abril de 1974 nos jardins de São Bento
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António Costa anunciou as obras no discurso que fez perante centenas de pessoas presentes nos festejos do 25 de Abril de 1974 nos jardins de São Bento LUSA/JOSé SENA GOULãO

O primeiro-ministro anunciou nesta quarta-feira que a residência oficial em São Bento vai entrar em obras nos próximos meses por questões de segurança, o que forçará António Costa a transferir-se provisoriamente para o Terreiro do Paço.

Estas obras foram anunciadas por António Costa no discurso que fez perante centenas de pessoas presentes nos festejos do 25 de Abril de 1974 nos jardins de São Bento, num momento em que tinha ao seu lado o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina.

Fonte oficial do gabinete do primeiro-ministro referiu à agência Lusa que, ao longo dos últimos anos, vários relatórios (entre os quais um do LNEC) apontaram questões de segurança no Palacete de São Bento.

As obras na residência oficial do primeiro-ministro, que deverão estar concluídas antes das comemorações de mais um aniversário da revolução republicana de 5 de Outubro de 1910, deverão servir para mudar o sistema de climatização, a instalação eléctrica e para reformar a protecção contra incêndios.

António Costa e os elementos do seu gabinete vão ficar provisoriamente instalados na Praça do Comércio, nas instalações antes ocupadas pelo Ministério do Mar.

No breve discurso que fez no final dos festejos do 25 de Abril, que antecedeu a actuação da fadista Aldina Duarte, o primeiro-ministro fez uma referência às obras que vão realizar-se na residência oficial do líder do executivo.

"Aproveito a presença do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, para agradecer a excelente colaboração no que respeita à abertura ao público destes jardins todos os domingos. Mas queria também dizer-vos que, durante uns meses, vamos ter de fechar os jardins, porque é preciso fazer aqui algumas obras", disse.

O primeiro-ministro adiantou depois que "tudo será feito para que, no próximo dia 5 de Outubro, os jardins e a residência oficial estejam reabertos".

"Serão reabertos já não com a colecção de arte de Serralves, mas com uma nova colecção de arte contemporânea portuguesa de António Cachola", acrescentou.