Fernando Negrão discorda de Rio sobre reposição de cortes nos gabinetes

Rio e Negrão entram em contradição sobre fim dos cortes salariais dos membros nos gabinetes de políticos.

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Fernando Negrão discorda de Rui Rio LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

O líder do PSD e o presidente da bancada parlamentar têm posições diferentes sobre a intenção do Governo de acabar com o corte de 5% nos salários dos membros de gabinetes de políticos, uma intenção noticiada esta quinta-feira pelo PÚBLICO. Rui Rio concorda, Fernando Negrão discorda da medida.

No final da reunião da bancada, o líder parlamentar disse ver com “preocupação” a intenção do Governo já que “a despesa pública deve estar controlada”. “Discordamos profundamente dessa medida”, disse. Depois, Negrão foi confrontado com as declarações de Rui Rio, também esta manhã, em que disse concordar, em princípio, com a posição do Governo. O líder parlamentar do PSD disse então que a sua posição de discordância da medida era uma posição pessoal. "Penso de forma diferente", disse. 

Rio esteve reunido esta manhã com responsáveis da Ordem dos Enfermeiros, no âmbito de uma semana dedicada à saúde. No final, o líder do PSD disse não estar contra o fim dos cortes por princípio. “Se a política do Governo foi acabar com todos os cortes, não tenho nada a opor a que se acabem com todos os cortes mesmo", afirmou Rui Rio, na sede do PSD, citado pela agência Lusa.

Esta manhã, o líder da bancada do CDS-PP, Nuno Magalhães, disse também discordar da intenção do Governo. "Penso que é contraditório, é imoral, é irresponsável e creio que os portugueses não conseguem compreender que, de um lado o Governo corte com as cativações que faz, corte no serviço público que presta aos portugueses e, ao mesmo tempo, o que se lembra de fazer é repor os cortes do 'staff' político", defendeu Nuno Magalhães.

À esquerda, o BE pediu “explicações adicionais”. Em declarações à TSF, o deputado e líder parlamentar bloquista Pedro Filipe Soares considera “estranha” a prioridade dada a estes cortes. “Ao olhar para isso percebemos que era mais prioritário do que eliminar cortes dos gabinetes políticos”, disse Pedro Filipe Soares.

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